Conhecido como o homem mais sujo do mundo, o iraniano chamado de Amou Haji morreu aos 94 anos no vilarejo de Dejgah, na província de Fars, que fica no sul do Irã. O falecimento ocorreu no último domingo (23), mas só foi divulgado pela imprensa oficial iraniana nesta terça-feira (25).
Amou Haji, que é uma forma carinhosa de chamar as pessoas idosas no Irã, ganhou a alcunha de o ‘homem mais sujo do mundo’ por estar sem tomar banho há mais de 60 anos. Ele se tornou conhecido mundialmente depois que o documentário curta-metragem ‘A Estranha Vida de Amou Haji’, produzido em seu país de origem, foi lançado em 2013.
Homem mais sujo do mundo tinha medo de pegar doença em banho
Conforme o próprio Haji, ele estava sem tomar banho com água e sabão desde os 20 poucos anos e acreditava que poderia pegar uma doença caso o fizesse. Com tanto tempo sem fazer a higiene corporal, ele acabou adquirindo uma crosta grossa que cobria todo o seu corpo.
Além disso, Haji levava uma vida primitiva, não tinha casa e era uma espécie de eremita. Ele costumava dormir em cabanas improvisadas pelos moradores do vilarejo em que ele vivia.

Seus vizinhos, inclusive, contaram que o ‘homem mais sujo do mundo’ deixou de tomar banho após sofrer “contratempos emocionais em sua juventude”. No entanto, eles não especificaram o que teria acontecido com Amou Haji.
Dois hábitos seus também chamavam atenção quando a temperatura baixava: ele tinha o costume de fumar ervas com esterco de animais em seu cachimbo ou então acender vários cigarros juntos para se esquentar.

No entanto, segundo os moradores da vila que acompanharam o eremita durante toda a sua vida, há alguns meses, eles conseguiram fazer com que Amou Haji se lavasse pela primeira vez depois de muito tempo.
Agora, o título de o ‘homem mais sujo do mundo’ pode ir para um indiano que não toma banho há mais de 40 anos. Segundo o jornal local Hindustan Times, Kailash “Kalau” Singh substituiu o banho com água pelo banho de fogo na tentativa de ajudar a acabar com “todos os problemas que a nação enfrenta”.
“Todas as noites, quando os aldeões se reúnem, Kalau… acende uma fogueira, fuma maconha e fica de pé orando ao Senhor Shiva”, escreveu o jornal em 2009.
