Um homem identificado como Leonard Allan Cure, de 53 anos, foi morto por um policial do condado de Camden, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos (EUA), durante uma fiscalização de trânsito nesta segunda-feira (16), quando voltava da casa da mãe.
Antes disso, Leonard já havia sido condenado injustamente à prisão perpétua por um crime que não cometeu em 2004, ficando ainda 16 anos sob custódia antes de ser solto em abril de 2020 após uma equipe de revisão de condenações e advogados provarem sua inocência.
Entenda como o homem foi morto pelo policial
No dia do crime, investigações iniciais afirmam que a vítima saiu do carro e seguiu todas as instruções pedidas pelo agente de trânsito responsável pela abordagem.
Apesar do seu esforço em cumprir o ‘protocolo’, Leonard parou de colaborar no momento em que soube que seria detido sem motivos.
Na confusão, o agente de trânsito e responsável pelo crime teria usado uma arma de eletrochoque contra Leonard, que se defendeu agredindo o policial.
Em seguida, a investigação aponta que o policial novamente usou a arma de eletrochoque para atingir a vítima, além de dar diversas pancadas com cassetete antes de sacar uma arma e atirar contra Leonard.
No local, a vítima chegou a ser encaminhada ao hospital, mas infelizmente não resistiu e teve a morte declarada.
Para Seth Miller, executivo diretor do “Innocence Project of Florida”, organização sem fins lucrativos (ONG) que ajuda prisioneiros inocentes e que representou Cure no processo que ele foi libertado, o crime é mais uma barbárie.
“Só posso imaginar como é saber que seu filho é inocente e vê-lo ser condenado à prisão perpétua, ser inocentado e depois saber que, uma vez libertado, foi morto a tiros”, declarou Miller em entrevista à CBS.
Condenado injustamente
Em 2004, Leonard foi condenado à prisão perpétua por assalto à mão armada e agressão agravada com arma de fogo em Dania Beach, no estado da Flórida, nos Estados Unidos.
Pelo ‘crime’, Cure ficou preso até 2020, quase 16 anos, antes de finalmente ser solto com a ajuda de uma equipe de revisão de condenações e um grupo de advogados locais.
Para isso, os profissionais provaram que houve problemas com o caso, como por exemplo um álibi que colocava o condenado a cerca de 5 km de distância do crime no momento do roubo, o que foi desconsiderado na ocasião.
Felizmente os envolvidos conseguiram provar as falhas no processo, e Cure finalmente se tornou o primeiro homem a ser libertado pela Unidade de Revisão de Convicções de Broward.
Após ganhar sua liberdade, um procurador do estado da Flórida conhecido de Cure afirmou que o homem “esperava ir para a faculdade e trabalhar na produção de rádio” na nova fase de sua vida.
Uma investigação sobre o crime que roubou mais uma vez a vida de Leonard Cure segue em andamento.
