Um idoso que foi soterrado por uma nevasca nos Estados Unidos (EUA) sobreviveu por uma semana graças a um ‘carregamento’ de doces que carregava consigo quando foi surpreendido pela tempestade de neve em uma autoestrada californiana. Ele foi encontrado com vida na quinta-feira (2).
De acordo com Jerry Jouret, de 81 anos, tudo começou após ele sair de sua casa nas montanhas de Big Pine, no dia 24 de fevereiro, com destino a residência da família no estado de Nevasca.
Durante a viagem, ele acabou pegando uma estrada errada e seu carro ficou preso na neve, que com o passar do tempo acabou soterrando o veículo. Assim, a jornada que deveria durar cerca de três horas em condições normais acabou se tornando um desafio de sobrevivência.
Por sorte, Jerry levava croissants, biscoitos e outros doces que serviram como alimento. E, para matar a sede, ele abaixava os vidros de tempos em tempos e comia neve.
Com as questões de comida e bebida resolvidas, o idoso que foi soterrado pela nevasca precisou então descobrir uma maneira de não morrer congelado. Segundo contou, ele conseguiu se virar com uma toalha de banho, uma jaqueta corta vento e uma colcha, e só ligava o aquecedor do carro algumas vezes para economizar a bateria.
Jerry, que é matemático e ex-funcionário da Nasa, foi resgatado graças aos tripulantes de um helicóptero que passavam pelo local e avistaram seu carro em meio a neve. No hospital, a equipe médica que o atendeu ficou impressionada pelo fato de ele estar bem alimentado e aquecido, sem apresentar nenhum sinal de hipotermia.
No fim de dezembro de 2022, a história de um menino de 4 anos que ficou perdido na selva africana por seis dias e sobreviveu rodou o mundo. A criança foi encontrada por um piloto de avião que a avistou em meio a savana do Parque Nacional Tsavo East, no Quênia.
De acordo com as autoridades locais, o pequeno Ayub estava com os irmãos pastoreando o gado, nas proximidades da reserva de vida selvagem, quando veio uma tempestade e ele acabou se afastando dos mais velhos no dia 29 de novembro.
Ao saberem que o filho estava desaparecido em um ambiente cheio de predadores perigosos como hienas e chacais, os pais falaram com o líder da aldeia e o homem entrou em contato com o piloto Roan Carr-Hartley, que trabalha em um programa de resgate de elefantes órfãos e reabilitação de animais selvagens.
Assim, enquanto um grupo de mais de 70 pessoas procurava o menino que estava perdido na selva africana por terra, Roan fazia buscas pelo ar. No entanto, os dias foram se passando e o resgate foi dificultado pelas condições climáticas.
“UMA NOITE DE CHUVA PESADA TINHA APAGADO OS RASTROS DA CRIANÇA. EU NÃO SABIA O QUE ELE ESTAVA VESTINDO E TINHA APENAS UMA IDEIA MUITO APROXIMADA DE ONDE ELE SE PERDEU. ERA UMA ESPÉCIE DE JOGO DE ADIVINHAÇÃO DEPOIS DISSO, PORQUE OS RASTROS DESAPARECERAM LOGO NO INÍCIO”, CONTOU O PILOTO.
Roan completou explicando que a dificuldade era ainda maior devido ao tamanho do menino de 4 anos. “Se já é difícil encontrar um elefante, imagine um humano, no chão”, comparou.
