A jornalista Shireen Abu Akleh, da rede de televisão “Al-Jazeera” ,foi morta a tiros nesta quarta-feira (11), no momento em que cobria um ataque israelense.
Segundo o Ministério da Saúde palestino, ela foi baleada no rosto.
Outro repórter palestino, que trabalha para o jornal “Al-Qds”, também foi ferido e sua condição de saúde, até o momento, é estável.

O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, afirmou em nota oficial que “parece provável que palestinos armados – que estavam atirando indiscriminadamente no momento – tenham sido responsáveis pela lamentável morte da jornalista”.
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, e a Al Jazeera descreveram a morte da jornalista como “um assassinato flagrante a sangue frio pelas forças israelenses.”
Tom Nides, embaixador dos EUA em Israel, se pronunciou em suas redes sociais:
“Muito triste ao saber da morte da jornalista americana e palestina Shireen Abu Akleh. Eu encorajo uma investigação completa sobre as circunstâncias de sua morte e o ferimento de pelo menos um outro jornalista hoje em Jenin.”

Quem era Shireen Abu Akleh
Shiren nasceu em Jerusalém em janeiro de 1971. A palestina, que também era cidadã americana, estudou arquitetura na Universidade de Ciência e Tecnologia da Jordânia.
Em seguida, ela obteve um bacharelado em mídia e jornalismo pela Universidade Yarmouk e se especializou em mídia escrita.
Após se formar, ela atuou em diversos veículos de comunicação palestinos e entrou na Al Jazeera em 1997 onde se tornou uma das principais repórteres.

A jornalista se destacou nos últimos 25 anos, cobrindo eventos do conflito palestino-israelense como a revolta palestina Intifada em 2000.
Ela também cobriu as operações israelenses e os ataques aéreos na Faixa de Gaza.
