Um jovem ‘perdeu’ um de seus testículos no próprio corpo ao se abaixar para pegar uma bola de golfe no chão e precisou passar por uma cirurgia de emergência para ‘reaver’ o órgão. O caso “extremamente raro” aconteceu no estado de Utah, nos Estados Unidos (EUA), e foi relatado na revista científica ‘Urology Case Reports’, recentemente.
De acordo com a publicação, o adolescente de 16 anos, que não teve a identidade revelada, afirmou que sentiu uma forte dor na virilha, no momento em que se agachou, e ao verificar a região descobriu que seu testículo esquerdo havia sumido.
Na sequência, ele foi levado rapidamente para um hospital e como a equipe médica não conseguia localizar o órgão com exame de toque, o paciente foi submetido a uma tomografia computadorizada. O exame então mostrou que o testículo havia subido para o abdômen, perto do intestino.
Os médicos autores do estudo classificaram o caso do jovem que ‘perdeu’ o testículo no próprio corpo como “extremamente raro” e apontaram uma explicação fisiológica para o ocorrido.
Segundo eles, o corpo masculino possui cavidades para abrigar os testículos, especialmente em situações de frio, que poderiam provocar infertilidade. Entretanto, o adolescente nasceu com uma malformação no espaço, que não se fechou totalmente durante o desenvolvimento fetal, e, por isso, o órgão “escapou” e se deslocou para onde não deveria.
Para tratar da condição chamada de ‘testículo retrátil’, o rapaz passou por um procedimento cirúrgico para colocar o testículo de volta à bolsa escrotal esquerda e reparar o canal por onde ele escapou anteriormente, como forma de evitar que a situação se repetisse.
Em março deste ano, um estudo publicado na revista científica ‘Neurology’, da Academia Americana, discorreu sobre o caso de um feto encontrado dentro do crânio de uma menina de um ano na China. A anomalia rara é conhecida como gêmeo parasita ou fetus-in-fetu.
Os médicos disseram que o feto desenvolveu membros superiores, ossos e até unhas. O que significa que provavelmente continuou crescendo por meses enquanto estava dentro de sua irmã, no útero.
No artigo, os profissionais de saúde ainda relataram que o feto encontrado dentro do crânio da menina tinha cerca de dez centímetros de comprimento. Ele só foi descoberto quando os pais levaram a filha para exames hospitalares porque ela tinha a cabeça aumentada e problemas de habilidades motoras.
Segundo os médicos, o feto conseguiu sobreviver por um longo tempo dentro do crânio porque compartilhou o suprimento de sangue com sua irmã. Ele foi removido cirurgicamente.
