Um menino de 8 anos escalou uma montanha de quase mil metros de altura no parque nacional de Yosemite, nos Estados Unidos (EUA). O feito o tornou a pessoa mais jovem a subir o famoso paredão de pedra ‘El Capitan’ e gerou controvérsias pelo perigo enfrentado pela criança.
Sam Barker fez a escalada junto com seu pai, que compartilhou a aventura no Facebook, e outras duas pessoas. O grupo levou cinco dias para subir o enorme penhasco, de terça-feira (25) até o último sábado (29), e passou as noites dormindo em redes improvisadas na face da rocha.
O método usado foi eles é conhecido como ‘jugging’ ou subida por corda e consiste em uma pessoa subir na frente para definir as cordas para os outros seguirem.
“Estou tão orgulhoso de Sam. Ele se tornou o mais jovem alpinista a subir, com o auxílio de cordas, o El Capitan. Em alguns anos ele pode estar de volta, quebrando mais recordes”, escreveu Joe Barker, o pai, na rede social.
A mãe de Sam também apoiou o projeto e declarou à CNN local que o filho parecia feliz com o desafio. “Ele parece muito feliz por estar lá em cima e os ânimos estão altos”, disse a mulher.
O ‘El Capitan’ é uma formação rochosa que se eleva 914 metros acima do vale de Yosemite. Subir a parede é uma tarefa assustadora até mesmo para os alpinistas mais experientes, por isso, algumas pessoas apontaram que os pais de Sam deixaram ele se expor a um risco desnecessário.
De acordo com o ‘The Guardian’, em 2019, uma criança de 10 anos chamada Selah Schneiter já havia escalado o ‘El Capitan’ e se tornado a pessoa mais jovem a fazê-lo. Recorde que agora foi ultrapassado por Sam.
Apesar disso, alguns alpinistas veem com desconfiança a façanha do menino de 8 anos que escalou a montanha, isso porque eles não consideram o método de subida por corda como uma escalada verdadeira. Conforme os críticos, ao usar a corda para subir, a pessoa não interage muito com a face da rocha e descaracteriza o esporte.
“Isso é uma farsa publicitária. Os guias fazem tudo o que eu vi… É por isso que não é uma escalada”, declarou um alpinista revoltado ao jornal San Francisco Chronicle.
Em outubro deste ano, a campeã mundial de esqui Adèle Milloz, de 26 anos, e seu guia morreram quando escalavam a cordilheira de Mont Blanc, na França, em um treinamento. Os corpos foram encontrados por outros alpinistas.
