Uma mulher escocesa identificada como Helen Dalglish engravidou aos 53 anos após fazer 21 tratamentos de fertilização in vitro por 25 anos.
“Foi uma jornada de muito desgaste emocional, físico e financeiro. Algumas vezes eu e meu marido parávamos por um ano ou dois os ciclos. Mas como os médicos diziam que não se sabia exatamente o que me impedia de engravidar, eu nunca perdi a esperança e fiz vários tratamentos diferentes”, afirmo ela.
Mulher que engravidou aos 53 anos gastou cerca de 100 mil libras em tratamentos
Ao todo, Helen afirmou ter gasto cerca de 100 mil libras nos tratamentos, o equivalente a R$ 620 mil. Além disso, a quantia só não ultrapassou esse valor porque a escocesa fez alguns procedimentos na rede pública de saúde do Reino Unido.
“Só de ter aquele pequeno milagre nas minhas mãos, eu me esqueci dessa jornada dos últimos 25 anos”, afirmou ela após o nascimento da pequena Daisy Grace em setembro de 2022.
Sua trajetória para tentar engravidar começou aos 28 anos, quando decidiu fazer o primeiro tratamento. Logo de cara Helen já foi informada que havia algum tipo de infertilidade de causa desconhecida.
Para os médicos, o caso poderia ser motivado pela posição de seu útero no corpo, que a princípio não permitia que ela mantivesse a gestação.
Mesmo diante do cenário, a escocesa não desistiu do seu sonho de ser mãe. Durante os procedimentos de inseminação, Helen alegava aos médicos que sentia muita dor. Segundo ela, suas queixas não eram ouvidas, e foi então que decidiu trocar de hospital.
Ao escolher outro centro de saúde para continuar os tratamentos, ela descobriu que durante dez anos os procedimentos realizados estavam sendo mal feitos.
Devido à anatomia atípica do útero, os médicos adotavam inicialmente uma abordagem de golpear a parede do órgão nos estágios iniciais do tratamento, o que resultava nas dores que ela experimentava.
Após realizar ajustes para se adequar à sua anatomia no novo tratamento, Helen teve três gestações, porém todas resultaram em abortos espontâneos.
Movida pela esperança, Helen decidiu buscar o último tratamento em uma clínica de fertilidade no Chipre, onde finalmente conseguiu levar a gestação adiante com sucesso.
“O que me fez continuar foi que eu continuei visualizando esse bebê. Eu tentei parar algumas vezes e dizia a mim mesma para parar de me punir e colocar meu corpo nisso. Às vezes, eu tentava aceitar, mas depois não conseguia. […]
Eu estava olhando para baixo e, conforme o volume [da barriga] aumentava, eu pensava: ‘Estou sonhando?’. Mesmo olhando para ela, não consigo acreditar que sou mãe. É surreal”, disse Helen em entrevista ao jornal Daily Record.

