Um objeto cilíndrico, enferrujado e “não identificado” encontrado na praia de Green Head, na Austrália, no último domingo (16), foi levado para um local secreto pela Agência Espacial Australiana (ASA). O objetivo é descobrir a origem do suposto lixo espacial.
O governo australiano disse, em comunicado, acreditar que não se trata de uma peça de algum avião comercial e até que ele fosse recolhido da costa chegou a pedir que a comunidade não se aproximasse do objeto.
Em sua conta oficial no Twitter, a ASA cogitou a possibilidade de se tratar de um motor de foguete. “O objeto pode ser de um veículo de lançamento espacial estrangeiro e estamos em contato com contrapartes globais que podem fornecer mais informações”.
A polícia da Austrália compartilha a mesma opinião: “Ao contrário do que se especula, não há provas que sustentem a teoria de que o objeto esteja ligado de alguma forma a um avião comercial”, afirmou em nota.
A ASA destacou ainda que está comprometida com a “mitigação de detritos” espaciais e, por isso, seu empenho para encontrar os proprietários do objeto. “Estamos comprometidos com a sustentabilidade de longo prazo das atividades espaciais, incluindo a mitigação de detritos, e continuamos a destacar isso no cenário internacional”, completou.
Uma das principais apostas é que objeto encontrado na praia da Austrália seja lixo espacial de um foguete indiano lançado para órbita terrestre na última sexta-feira (14), o LVM3-M4.
We are currently making enquiries related to this object located on a beach near Jurien Bay in Western Australia.
The object could be from a foreign space launch vehicle and we are liaising with global counterparts who may be able to provide more information.
[More in comments] pic.twitter.com/41cRuhwzZk
— Australian Space Agency (@AusSpaceAgency) July 17, 2023
Em junho deste ano, um ex-funcionário da inteligência americana causou polêmica ao afirmar que o governo dos Estados Unidos (EUA) está em posse de naves alienígenas intactas.
As declarações de David Grusch foram dadas ao site americano The Debrief, de notícias sobre ciência e tecnologia. Ele foi funcionário da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial (NGA) e do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO). O ex-militar também atuou em uma Força-Tarefa de Fenômenos Aéreos Não Identificados.
Grusch contou que entregou recentemente provas sobre a existência do programa de recolhimento de Objetos Voadores Não Identificados (Óvnis) ao Congresso e, por isso, passou a sofrer retaliações. Assim, após 14 anos de serviços prestados ao governo americano, ele deixou de trabalhar para a inteligência em abril deste ano.
Segundo seu relato, os veículos espaciais e fragmentos de naves foram recolhidos durante décadas e todas as investigações apontaram que se tratam de objetos de “origem exótica”, ou seja, inteligência não humana.
Outros ex-funcionários do governo dos EUA também conversaram com o The Debrief e corroboraram a denúncia. Entre eles está Jonathan Gray, que trabalhou no Centro Nacional de Inteligência Aérea e Espacial (NASIC).
