Uma reunião de condomínio terminou com três mulheres mortas e três pessoas gravemente feridas no distrito de Fidene, em Roma. O crime ocorreu na manhã deste domingo (11).
Segundo testemunhas, o atirador, identificado como Claudio Campiti, de 57 anos, invadiu o local armado e começou a atirar contra as vítimas. Ele foi preso em flagrante logo depois dos assassinatos.
“Era a reunião de fim de ano do condomínio. Em determinado momento entrou este homem, chamado Claudio Campiti, entrou, carregou sua pistola e começou a atirar”, contou uma testemunha ao jornal local ‘Repubblica’.
“Salvei-me porque me coloquei debaixo da mesa e consegui rastejar para fora da sala”, disse uma mulher. Outra testemunha relatou: “Ele entrou no quarto, fechou a porta e gritou vou matar todos vocês e começou a atirar”.
O encontro foi promovido para tratar de um consórcio imobiliário no bairro Nuovo Salario, em Roma. De acordo com o ‘Repubblica’, o atirador era um consorciado e mantinha relações ruins com as pessoas presentes na reunião de condomínio, as quais ele acusava de querer roubar seu apartamento.
Anteriormente, Campiti já havia ameaçado os outros membros do consórcio e costumava postar em suas redes sociais conteúdos relacionados ao nazifascismo.
Ainda na noite de domingo, o promotor Giovanni Musarò emitiu uma ordem de prisão contra o Campiti por triplo homicídio agravado por premeditação e motivos fúteis, e tripla tentativa de homicídio, com referência aos feridos.
Como no momento do tiroteio, ele portava o passaporte, roupas e seis mil euros em dinheiro, o procurador também falou do perigo de fuga.
Conforme a polícia, a arma e as munições usadas para matar as três mulheres na reunião de condomínio foi roubada, pouco antes do crime, de um clube de tiros frequentado por Campiti.
Também foi apurado que em 2020, Campiti teve um pedido para alvará de porte de arma negado pelas autoridades italianas após a polícia descobrir que ele já havia ameaçado os membros do consórcio.
