O sexo no espaço ainda nem aconteceu e já pode estar com os dias contados. Tudo porque o professor de Astrobiologia e Biotecnologia Espacial da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, David Cullen, chamou atenção para um perigo para o qual a indústria do turismo espacial não está preparada.
Vale destacar que apesar da nave estelar de Elon Musk ter explodido durante seu lançamento na semana passada, o turismo espacial está prestes a se tornar realidade e, por isso, é preciso começar a discutir todas as consequências das viagens para fora do planeta.
Para alguns pode parecer loucura, mas já em 2005, a operadora de turismo espacial ‘Space Adventures’ anunciou uma potencial “lua de mel no espaço”, para dois turistas em uma apertada cápsula russa a caminho da Estação Espacial Internacional.
Mas qual é o problema do sexo no espaço?
Segundo Cullen, é bastante possível que os passageiros das naves resolvam fazer sexo no espaço. “Não é realista supor que todos os participantes do turismo espacial se abstenham de atividades sexuais enquanto expostos à microgravidade e ao aumento dos níveis de radiação ionizante durante o voo espacial”, escreveu ele em seu relatório.
No entanto, a ciência mal consegue prever no que isso pode acarretar. “Isso aumenta a possibilidade de concepção humana descontrolada no espaço, o que representa um risco significativo para o emergente setor de turismo espacial. Nós simplesmente não sabemos se haverá grandes efeitos negativos ou não na reprodução humana”, continua o professor.
O estudioso destaca que o ambiente único de alta radiação do espaço sideral pode introduzir mutações imprevisíveis, potencialmente, em espermatozoides individuais à medida que eles se desenvolvem.
Leva 74 dias para que o esperma seja produzido nos testículos de um homem. O que significa que pode haver complicações não apenas enquanto um turista está em órbita, mas por até dois meses depois.
Em consonância com a preocupação de Cullen, Joseph Tash, professor do Centro Médico da Universidade de Kansas, que realizou extensas pesquisas sobre reprodução animal no espaço, destaca:
“Se você olhar para a lista de órgãos sensíveis aos danos causados pela radiação, as gônadas, os ovários e os testículos estão sempre entre os dois ou três primeiros”.
Devido a esses fatores, os pesquisadores acreditam que à medida que as missões espaciais se tornam mais longas e ambiciosas, a NASA e outras agências espaciais precisarão criar algum tipo de política sobre sexo no espaço.
