Um novo surto de covid-19 em Xangai tem preocupado o governo da China, que está entrando agora em sua terceira semana de confinamento com uma estratégia de tolerância zero para casos positivos e o bloqueio de diversas cidades do país.
Nesta segunda-feira (18), foram confirmadas as três primeiras mortes de pacientes idosos entre 89 e 91 anos na cidade.
Segundo Wu Ganiu, da Comissão de Saúde de Xangai, todos os três infectados tinham comorbidades como diabetes, doença cardíaca coronária e hipertensão, e não estavam vacinados contra o coronavírus.
Covid-19 em Xangai: cidade é tomada por novos casos em 24h
Ainda segundo as autoridades locais, a China anunciou 23.362 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, sendo a maioria em Xangai. Felizmente, a maior parte dos casos são de pacientes assintomáticos.
Desde março, somente em Xangai, onde moram mais de 24 milhões de pessoas, o surto da variante Ômicron já infectou pelo menos 320 mil indivíduos, sendo considerado o pior surto na China desde o início da pandemia.
Graças à vacinação, o alto número de casos não vinha com muitas mortes até 19 de março, onde houve o registro de dois óbitos em Jilin, no Nordeste do país.
Em seguida, três novas mortes foram decretadas nesta segunda-feira em Xangai, fazendo com que o número de mortes por coronavírus na China aumentasse para 4.641.
Casos positivos devem procurar os centros de quarentena
Mesmo após o Partido Comunista Chinês ter pedido medidas de prevenção mais direcionadas, as autoridades locais continuam adotando normas rigorosas para conter a doença.
Diante disso, todos os indivíduos que tiverem um resultado positivo para a covid-19 em Xangai devem passar uma semana em uma das instalações de quarentena, mesmo que não apresentem sintomas.
Na cidade, moradores reclamam da falta de alimentos e necessidades básicas diante do fechamento de mercados e farmácias, além do controle excessivo das autoridades para que a quarentena seja respeitada.
