O velejador Tim Shaddock, de 51 anos, e sua cadela de estimação Bella foram resgatados na semana passada depois de passarem mais de dois meses à deriva no Oceano Pacífico. A dupla sobreviveu se alimentando de peixe cru e bebendo água da chuva. A história extraordinária foi divulgada nesta segunda-feira (17).
Os dois foram salvos depois que os tripulantes de um barco de atum os avistou na costa do México. Um vídeo publicado pelo canal de TV australiano ‘Channel Nine’ mostra Tim muito magro, com a barba grisalha e cabelos compridos.
Nas imagens, o homem de 51 anos diz: “Passei por uma provação muito difícil no mar. Só estou precisando de descanso e boa comida, porque estou sozinho há muito tempo. Fora isso, estou muito bem de saúde.”
O velejador australiano e sua cadela de estimação saíram da cidade de La Paz, no México, com destino à Polinésia Francesa em abril.
Poucas semanas depois de iniciarem a viagem de cerca de 6 mil quilômetros, no entanto, uma tempestade danificou o barco e os equipamentos eletrônicos da embarcação, deixando os dois à deriva e impedindo que eles pudessem pedir socorro.
Logo depois de ser resgatado, o sobrevivente foi examinado por um médico que estava a bordo do barco de atum, que constatou que apesar da provação, a saúde de Tim estava “estável e muito boa”.
Depois de descansar da longa viagem, Tim contou que o equipamento de pesca do barco o ajudou a ter comida enquanto estava à deriva e que a cobertura da embarcação evitou que ele e sua companheira de aventura sofressem queimaduras solares.
Em agosto de 2022, o pescador do Amapá Romualdo Macedo Rodrigues, de 44 anos, foi resgatado com vida após permanecer por 11 dias à deriva no Oceano Atlântico dentro de um freezer. Ele foi encontrado no dia 11 de agosto, a 450 km do local onde seu barco naufragou.
De acordo com Romualdo, ele zarpou do Oiapoque, no Amapá, e seguia em direção à Ilha dos Macacos, na Guiana Francesa, mas a embarcação simples que ele usava começou a ser inundada no mar aberto e afundou.
Foi na hora do desespero que ele enxergou no freezer uma forma de permanecer sobre a água. Mal sabia ele que o aparelho seria sua casa e seu barco por vários dias. Romualdo boiou pelo oceano com fome, sede, medo e castigado pelo sol enquanto a maré o arrastava para a costa do Suriname.
Foram pescadores do país vizinho que resgataram o amapaense depois de avistarem o freezer no mar. Desidratado, desorientado, com as roupas rasgadas e com insolação, o primeiro pedido de Romualdo foi um pouco de água.
