Um vídeo que mostra o momento em que um médico abraça uma criança palestina com crise de pânico e tenta acalmá-la rodou o mundo. O registro feito pelo fotojornalista Abdullah Al-Attar em um hospital na Faixa de Gaza, na terça-feira (17), levou muitas pessoas às lágrimas nos últimos dias.
Na gravação, o menino aparece com os olhinhos arregalados e tremendo de medo da cabeça aos pés, enquanto se esforça para responder as perguntas feitas pelo profissional. Comovido, o médico o abraça e então ele começa a chorar.
Veja o vídeo do médico que conforta a criança palestina:
DESGARRADOR: Un médico abraza a un niño y trata de calmarlo mientras temblaba de miedo en uno de los hospitales de Gaza. pic.twitter.com/r9l4uR5CL8
— Palestina Hoy (@HoyPalestina) October 18, 2023
Também na terça, médicos do Hospital Al-Ahli, da Faixa de Gaza, realizaram uma coletiva de imprensa para falar sobre a explosão que ocorreu no local e deixou pelo menos 500 mortos.
Em meio a pilha de corpos, entre eles, de crianças, o porta-voz do grupo declarou: “Isso é um sinal de que o mundo, definitivamente, não caminha em direção à paz”.
Veja:
“As IDF nos disseram: 'avisamos vocês ontem com duas bombas. Então, por que vocês não evacuaram o hospital até este momento?'
Um alto funcionário da saúde na Faixa de Gaza disse que Israel disparou dois projéteis de artilharia como “alerta” no Hospital al-Ahli al-Arab, na cidade… pic.twitter.com/4r1s2Wvk4R
— GugaNoblat (@GugaNoblat) October 18, 2023
Enquanto as autoridades palestinas afirmam que o hospital foi atingido por um foguete disparado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF na sigla em inglês), o governo israelita nega e afirma que o autor do disparo que provocou a tragédia é a organização terrorista Jihad Islâmica.
“De acordo com informações de inteligência, de diversas fontes de que dispomos, a organização terrorista Jihad Islâmica é responsável pelo disparo fracassado que atingiu o hospital”, diz uma publicação feita no perfil oficial do governo de Israel na rede ‘X’.
Outro vídeo que circula pelas redes sociais mostra o médico Fadi Al-Khadri sendo amparado pelos colegas no Shifa International Hospital, na Faixa de Gaza, após ele se deparar com os corpos do pai e do irmão entre os cadáveres enviados ao local.
De acordo com a página do Instagram Eye On Palestine, os dois foram mortos por ataques aéreos feitos por Israel em Gaza no domingo (15).
🇮🇱🇯🇴 O médico Fadi Al-Khadri, que trabalha no Shifa International Hospital, na Faixa de Gaza, encontrou os corpos do pai e do irmão entre os mortos que chegaram à unidade após um ataque israelense.
De acordo com a página do Instagram Eye On Palestine, o irmão e o pai de… pic.twitter.com/xXoEqWmbwj
— agnelo regis (@cabrestosemno) October 17, 2023
Após o ataque surpresa do Hamas a Israel no dia 7 de outubro, o governo israelense bloqueou a entrada de água, alimentos, medicamentos, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza.
Desde então, a situação dos mais de 2 milhões de palestinos se deteriorou rapidamente em meio a bombardeios intensos feitos pelas forças Forças de Defesa de Israel.
Agora, depois de muita pressão, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, cedeu aos pedidos da comunidade internacional e, sobretudo, de Joe Biden, presidente dos EUA, e autorizou o envio de ajuda humanitária para o território.
Mais de 100 caminhões com mantimentos estão na fronteira e aguardam autorização para entrar em Gaza.
Até a manhã desta sexta-feira (20), o número de mortos em Gaza desde o início da guerra é de pelo menos 4.137, entre eles, mulheres, crianças e idosos. Já do lado israelense os óbito estão estimados em 1.402, onde mulheres, crianças e idosos também foram assassinados.
