A viúva do falecido candidato à presidência do Equador, Fernando Villavicencio, sobreviveu a um atentado ocorrido em Quito na última quarta-feira (27). Verónica Sarauz, que estava no carro no momento do ataque, foi surpreendida por um criminoso armado de motocicleta, mas conseguiu escapar ilesa.
O ataque foi reportado por Christian Zurita, que assumiu a candidatura presidencial no lugar de Villavicencio. Ele revelou que, apesar da tentativa violenta, Verónica está bem.
A polícia agiu rapidamente e deteve um suspeito de origem venezuelana pelo atentado. Segundo as autoridades do país, assim como no caso da tentativa de assassinato contra Verónica , o candidato à presidência do Equador Fernando Villavicencio também foi executado a mando de estrangeiros.
O ataque foi classificado pelas autoridades como um “procedimento isolado”, no entanto, levanta preocupações sobre a segurança dos envolvidos na corrida eleitoral equatoriana.
Assassinato de candidato à presidente do Equador
O candidato à presidente do Equador Fernando Villavicencio foi morto com três tiros na cabeça no momento em que deixava um ato de campanha, realizado em uma escola de Quito, no dia 9 de agosto. Na ocasião, ele aparecia em 3º lugar nas pesquisas de intenção de voto.
O crime foi registrado em vídeo e as imagens viralizaram pelo mundo. Horas antes de ser assassinado, Villavicencio fez um discurso no qual falou sobre as ameaças de morte que vinha recebendo.
A polícia, inclusive, havia alertado Villavicencio e outros candidatos sobre a necessidade de usar colete à prova de balas durante a campanha presidencial, mas ele não concordou e continuava participando dos atos sem nenhuma proteção além dos seguranças.
“Não preciso [de colete]. Vocês são um povo valente, e eu sou valente como vocês. Vocês são aqueles que cuidam de mim. Venham, aqui estou. Disseram que iriam me quebrar. Aqui está Don Villa [apelido de Villavicencio]”, disse antes de ser morto.
Ele ainda completou, na época: “Que venham os chefões do narcotráfico, venham! Que venham os atiradores, que venham os milicianos! Acabou-se o tempo da ameaça. Aqui estou eu. Podem me dobrar, mas nunca vão me quebrar”.
De acordo com a polícia do país, ele foi assassinado a mando de colombianos, mas a motivação ainda não está totalmente esclarecida.
