Nesta sexta-feira (5), o estado da Indiana foi o primeiro a restringir o aborto nos Estados Unidos após uma decisão da Suprema Corte, que revegou em junho um decisão de 1973 que legalizava a prática em todo o país.
Três dias antes, o Kansas, um estado bem conservador do Meio-Oeste dos EUA, resolveu rejeitar a emenda que retiraria as proteções ao direito ao aborto da Constituição Estadual, protegendo assim o movimento pró-escolha, que é a favor do aborto nos Estados Unidos.
Aborto nos Estados Unidos: estados se preparam para analisar decisão da Suprema Corte norte-americana
A partir dessas decisões, outros estados norte-americanos se preparam para analisar a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.
Estados como Carolina do Sul e Virgínia Ocidental já começaram a debater o tema, mas ainda não tomaram nenhuma decisão sobre as proibições sugeridas.
Autoridades em Iowa, Flórida e Nebraska, considerados estados conservadores no país, também não tomaram medidas legislativas até o momento.
Entenda a situação vivida pelos EUA
Em 24 de junho, a Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão ‘Roe contra Wade’ de 1973, conhecida por garantir o direito ao aborto a todas as mulheres de maneira nacional. Na ocasião, foram 6 votos contra três.
“Nós sustentamos que a Roe e a Casey (decisão de 1992 que reafirmou o direito ao aborto nos EUA) devem ser anuladas. A Constituição não faz referência ao aborto, e tal direito não é implicitamente protegido por qualquer disposição constitucional”, escreveu Samuel Alito, juiz que redigiu o novo entendimento.
Depois da decisão, os estados passaram a ter o poder de decidir se permitiram ou não o procedimento, levando uma série de conflitos e manifestações dos indivíduos pró-escolha, que são à favor do direito de escolha da mulher no país.
Com a mudança, a Supresa Corte dos Estados Unidos espera que o aborto seja proibido em pelo menos metade dos estados do país, levando muita insegurança aos menos conservadores.
Com os estados divididos entre o direito ou a proibição do ato, mulheres que quiserem ter o direito de interromper a gravidez terão que, muitas vezes, viajar para estados onde a prática não é proibida, dificultando ainda mais o processo que até então era um direito básico em todo o país.
