Uma lata de chocolates com diversas barrinhas foi leiloada por nada mais, nada menos, do que R$ 3,055, o equivalente a 519 libras.
A caixinha, que foi achada abandonada no sótão de uma residência em Lincolnshire, na Inglaterra, foi produzida em 1900, ou seja, tinha cerca de 122 anos.
Lata de chocolates leiloada foi feita por Eddisons Auctioneers
A lata de chocolate leiloada, que foi feita por Eddisons Auctioneers, recebeu a oferta nessa quantia não pelo produto, mas sim pelo valor histórico da lata, que tem a efígie da rainha Vitória, e possui poucas unidades em circulação.
De acordo com o jornal Metro, a história da embalagem é que durante a Guerra dos Bôeres, a rainha Vitória decidiu enviar latas com chocolates para as tropas britânicas que disputavam o controle da África do Sul.
Dessa maneira, a lata em si tem um valor histórico de grande valia para o comprador do leilão, que inclusive recebeu a recomendação de não comer os chocolates.
Relógio de Hitler é vendido em leilão por US$ 1,1 milhão
O relógio de Hitler foi vendido em um leilão nos Estados Unidos por 1,1 milhão de dólares, o equivalente a 5,7 milhões na cotação atual.
Antes do evento acontecer, líderes judeus chegaram a pedir que a venda de pertences nazistas não fossem para leilão no país, o que não adiantou.
No local, o relógio do líder nazista foi adquirido por um comprador anônimo, e tem gravadas as iniciais A.H., além de uma suástica e uma águia símbolo da Alemanha nazista.
Após a repercussão do caso, a casa de leilões Alexander Historical Auctions, em Maryland, defendeu a arrematação do objeto, e informou que o intuito é exclusivamente de preservar a história.
“Se a história é destruída, não há provas de que ela aconteceu (…) Seja uma história boa ou ruim, ela deve ser preservada”, defendeu Mindy Greenstein, vice-presidente sênior da Alexander Historical Auctions.
Além disso, Greenstein enfatizou que a casa de leilões vende todos os tipos de objetos históricos, mas que a Segunda Guerra Mundial continua sendo popular devido ao interesse do público.
Para a Associação Judaica Europeia, este tipo de venda jamais deveria acontecer nos dias de hoje.
Para tentar impedir o evento, a associação tentou solicitar que a casa de leilões não continuasse com a arrematação de objetos nazistas em uma carta aberta assinada por 34 líderes judeus.
“Este leilão, inconscientemente ou não, está fazendo duas coisas: uma, socorrer aqueles que idealizam o que o partido nazista representava. Duas: oferecer aos compradores a chance de excitar um convidado ou ente querido com um item pertencente a um assassino genocida e seus apoiadores”, escreveu o rabino Menachem Margolin, presidente da associação.
Ainda segundo o rabino, esse tipo de venda é uma aversão, pois não há valor histórico intrínseco para a grande maioria dos lotes em exposição, e só se pode questionar a motivação de quem compra itens como esse.
“Embora seja óbvio que as lições da história precisam ser aprendidas – e artefatos nazistas legítimos pertencem a museus ou locais de ensino superior – os itens que vocês estão vendendo claramente não”, completou o rabino na carta.
