Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina, sofreu um ataque com arma de fogo na noite desta quinta-feira (1), quando um brasiliro identificado como Fernando Andrés Sabag Montiel, de 35 anos, tentou atirar contra Kirchner a poucos metros de sua casa.
De acordo com Aníbal Fernández, ministro da Segurança, a vice-presidente saiu ilesa do atentado, mas o caso é chocante.
“Agora a situação tem que ser analisada pelo nosso pessoal da Científica para avaliar os vestígios e a capacidade e disposição que essa pessoa tinha”, explicou o ministro.
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— Lautaro Maislin (@LautaroMaislin) September 2, 2022
Homem que tentou matar Cristina Kirchner já era réu em por posse de arma branca
Fernando Andrés Sabag Montiel tentou atirar contra Cristina na entrada da casa da vice-presidente, em Buenos Aires, no momento em que diversas pessoas se reuniram para apoiar Kirchner em meio a um julgamento por corrupção.
No momento da tentativa de disparo, a arma de Fernando falhou, e a vice-presidente escapou ilesa.
Anteriormente, o brasileiro já havia sido detido por posse de arma branca – uma faca de 35 centímetros, em 2021, e alegou usar para defesa pessoal.
Logo após a tentativa de ataque, o brasileiro foi detido pela Polícia Federal Argentina, que fazia a segurança da vice-presidente no local, e segue preso.
Para Mauricio Macri, ex-presidente da Argentina e opositor de Kirchner, as autoridades devem prestar imediatas respostas sobre o caso.
“Meu absoluto repúdio ao ataque sofrido por Cristina Kirchner, que felizmente não teve consequências para a vice-presidente. Este fato gravíssimo exige um esclarecimento imediato e profundo por parte do sistema de justiça e das forças de segurança”, disse Macri.
Quem é Fernando Andrés Sabag Montiel?
Conforme o ministro da Segurança da Argentina, Fernando tem 35 anos e tem registro para trabalhar como motorista de aplicativo no país, onde vive pelo menos desde 1993.
No documento de identidade do brasileiro consta que ele nasceu em São Paulo, mas sua mãe é argentina e o pai é peruano.
Segundo apuração do governo argentino, a arma que Fernando usou para tentar disparar contra Cristina é real, e estava carregada com cinco balas.
