Durante a última terça-feira (15), a cidade de Petrópolis no Rio de Janeiro se tornou um dos assuntos mais falados devido à inundação que em apenas 6 horas ocasionou mais de 60 deslizamentos de terra ao mesmo tempo em que mais de 100 pessoas foram encontradas mortas, sendo ao mesmo 35 desaparecidas. Um dos descendentes do príncipe imperial que vive na região afirmou que estaria enviando orações para as famílias que foram prejudicadas e acabou levantando alguns questionamentos sobre a taxa do príncipe que continuaria sendo cobrada no município mesmo perante a tragédia.
Mas, o que é essa taxa do príncipe para o que ela serve? De modo bastante simplificado, ela foi criada com o objetivo de pagar uma alíquota de 2,5% para a família real sobre qualquer venda que for realizada sobre determinado imóvel. Mostrando assim, que o imperialismo ainda está presente nas culturas da região. Supondo que o valor do imóvel vendido seja na faixa de R$ 100 mil deve-se pagar a parcela de R$ 2,5 mil para a família imperial como se fosse um imposto. E, diferente do que muitas pessoas duvidaram, a prefeitura está ciente do caso e não toma nenhuma iniciativa em relação a isso.
As vendas de imóveis na cidade estão sendo gerenciadas pelo Companhia Imobiliária de Petrópolis que é administrada pelos herdeiros da coroa e que ainda estão ativos mesmo com a chegada da República. Se o cliente não pagar a taxa do príncipe, ele acaba sendo impedido de receber em mãos a escritura em seu nome.
