De acordo com uma pesquisa que foi publicada pelo portal do G1, o imposto de renda estará defasado em cerca de 134% devido a não correção do valor de acordo com a inflação brasileira que somente no ano de 2021, terminou em cerca de 10,06%. Em suma, a última vez que o limite de isenção foi aprovado foi em 2015. Desde então, Jair Bolsonaro tinha prometido que iria aumentar o limite para R$ 5 mil, mas disse que isso não seria possível devido ao excesso de dívidas públicas, mas que tenta a faixa de R$ 3 mil.
O projeto de R$ 3 mil não foi aprovado e a Câmara de Deputados estuda aumentar para R$ 2,5 mil o teto de isenção somente para o ano de 2023, quando entrar outro governo após as eleições.
Se o número do teto de isenção aumentar de acordo com a inflação, é estimado que mais de 15 milhões de brasileiros não precisarão mais declarar o valor. O que poderia causar prejuízo para os cofres públicos visto que eles estão se beneficiando com a defasagem já que mais gente tem que declarar e pagar o IRPF. Em suma, é estimado neste ano que ao menos 40 milhões de pessoas declarem, de acordo com o que foi falado nesta semana pela Receita Federal.
O governo também vem recebendo a crítica de quem atua como MEI, pessoas jurídicas com porte mais simplificado. Neste ano, houve um aumento dos impostos mas não aconteceu nenhuma alteração que beneficia a categoria como o aumento de limite de faturamento.
