Durante a terça-feira (08), dia internacional da mulher, Jair Bolsonaro aprovou um decreto que determinava a distribuição gratuita de absorventes em postos de saúde em escolas. O argumento que estava sendo usado por grupos de oposição é que mulheres e meninas deixam de estudar e trabalhar porque não possuem proteção higiênica e que muitas vezes chegam a usar até mesmo o miolo de pão na região vaginal. Há cinco meses, o chefe do Executivo havia criticado a criação do projeto de lei, chegando até mesmo a vetar a possibilidade dele entrar em vigor.
O programa de saúde, de acordo com o que está sendo previsto pelo governo, deve gastar uma faixa de R$ 130 milhões e irá abranger mulheres de todo o Brasil. Ele serve como o objetivo de oferecer segurança e garantias básicas de saúde.
O secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, prestou depoimento e afirmou que o valor de investimento para o projeto pode chegar a atender na faixa de 3 milhões de mulheres que estão enfrentando problemas como baixa renda. A maior parte delas estão inscritas no Cadastro Único e contam com a renda mensal que é inferior a R$ 660.
Terão prioridade para o desenvolvimento dos investimentos as mulheres que se encontram em situação de rua e que não conseguem comprar os absorventes. Depois disso, entraram para a fila de beneficiadas aquelas que ainda estão tendo frequência escolar e que podem ser prejudicadas em seus estudos.
