O INSS não deverá mais pagar o valor do décimo terceiro em abril devido ao fato de que está em greve desde a quarta-feira (23)? A afirmação está circulando nas redes sociais está equivocada devido ao fato de que, até o momento, nem mesmo a pasta e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decretaram que houve uma alteração do prazo para começar a pagar o valor do décimo terceiro no dia 25 do mês que vem.
Foi declarado durante a quinta-feira (17), que estaria, antecipando o valor do décimo e que seria pago em duas parcelas, sendo uma para começar em abril e a outra em maio. H Guedes afirmou que essa vem sendo uma forma encontrada pelo Ministério para conseguir movimentar a economia e até mesmo auxiliar os cidadãos que contam com algum tipo de dívida.
Vale salientar que já houve até mesmo a liberação de um calendário, que pode ser encontrado de forma completa através deste link.
O valor do décimo terceiro está previsto para ser dividido em duas partes. Inicialmente, ele seria pago nos mesmos meses que eram pagos antes da pandemia da Covid-19 sendo no final de agosto previsto para receber a primeira parcela.
Outra atitude que foi tomada pelo Guedes como forma de movimentar a economia foi em relação à liberação do valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS.
Em suma, o Fundo é uma obrigação que deve estar em dia de todas as empresas, que devem pagar ao menos 8% do valor do salário de um colaborador para a Caixa. O saldo pode ser usado e retirado somente em algumas situações como em caso de situação de emergência na cidade em que se mora e até mesmo em demissão sem justa causa.
O valor de R$ 1 mil seria liberado como forma de incentivar a economia e ajudar as pessoas que contam com dívidas a anularem uma parte dos juros. Poderão retirar até o final deste ano, todos que possuem saldo,
A decisão aconteceu no mesmo contexto em que o Serasa Experian liberou que existem estados como o Mato Grosso do Sul que ao menos 47% das pessoas estão com algum tipo de dívida aberta e que o valor supera a média de R$ 4,4 mil.
INSS está com enorme fila de espera
O INSS está com uma fila de espera de mais de 1,7 milhões de pessoas e, neste mês de março, é estimado que tenha liberado o valor de R$ 1,4 bilhões em processos, sendo ainda maior que em fevereiro que o valor foi de apenas 800 milhões. O setor argumenta que existem alguns motivos pelo qual uma grande parte de brasileiros ainda está nas filas de espera, sendo os principais eles:
- A falta de colaborador para analisar os processos. Depois que houve a aprovação da PEC dos precatórios, o governo está autorizado a suspender uma parte dos editais públicos.
- Necessidade de aumento salarial da pasta que precisa de uma alteração de ao menos 19,9% para acompanhar a diminuição do poder de compra dos três últimos anos e inflação.
- Corte de investimentos do governo federal que determinou que o setor teria uma verba cortada de R$ 1 bilhão.
- Documentos atrasados. Em uma revelação que foi feita pela previdência social, estava sendo estimado que ao menos 25% dos processos contassem com documentos atrasados em cartório há mais de 3 meses, que é o prazo máximo de validade.
