Durante o mês de março, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a abordar sobre a possibilidade de quem é beneficiado com o Auxílio Brasil ter acesso ao empréstimo consignado que acontece a juros mais em conta porque o valor do empréstimo acaba se descontado do benefício social do cidadão. Ou seja, o Auxílio Brasil viria com um valor menor. Isso levantou a dúvida de muitas famílias se poderiam usar a modalidade de empréstimo consignado para ter acesso à casa própria.
O que acontece é que o valor do empréstimo, justamente porque vai ser pago a parcelas muito pequenas e a longo prazo, tem uma limitação bem maior sobre a quantidade que será fornecida – e que não é o suficiente para a compra de uma casa.
Sem contar ainda que ao comprar uma casa e pagar parcelas de R$ 500, R$ 600 ou até mesmo, estaria levantando as suspeitas da União e haja a entrada para a malha fina para perder o programa social porque ele é destinado somente para as famílias de baixa renda que possuem o valor mensal de até R$ 200.
Uma família que conta com uma renda de até R$ 200 por cada pessoa não consegue ter acesso a dinheiro para conseguir comprar uma casa ao mesmo tempo em que paga a conta de energia elétrica, luz e comida. A não ser que esteja fugindo das regras e praticando estelionato, que é um crime que acontece quando se mente em relação ao valor de renda apenas com o objetivo de conseguir algum tipo de vantagem como programa social ou privilégio sobre um edital enquanto outro grupo ou o governo é prejudicado com isso.
Atualmente, o valor médio que está sendo pago pelo Auxílio Brasil é de apenas R$ 400, o que é praticamente impossível pagar um empréstimo para casa. A cada dois meses, o Ministério da Cidadania também realiza o apagamento de um Vale Gás que está por volta de R$ 52 e permite que se compre ao menos metade de um botijão, que depois do aumento que entrou em vigor pela Petrobras na última sexta-feira (11), teve um reajuste de ao menos 16%.
Atualmente, é estimado que mais de 18 milhões de famílias estejam sendo beneficiadas com o Auxílio Brasil- esse número era menor antes da pandemia, mas foi aumentando devido ao elevado índice de desemprego que o país vem vivendo.
