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INSS: paralisação está prevista para começar nesta semana e população não será atendida

Por João Pedro Soares Silva

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De acordo com o que foi publicado pelo portal da Folha, os servidores e peritos do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciaram que devem começar a greve geral ainda nesta quarta-feira (23), caso o governo federal não anuncie que haverá um reajuste de salários para a categoria em ao menos 19,9%. Esse não é o único setor que está fazendo greve como também os colaboradores e investidores do Banco Central que argumentam que revisam um reajuste de, no mínimo, 26%. 

Os peritos médicos também argumentam que é necessário que o governo federal determine uma quantidade máxima de pacientes que podem ser atendidos em apenas um dia. Isso acontece porque eles estão sendo obrigados a atender uma grande gama de pessoas e isso está fazendo com que a qualidade do atendimento seja pronunciada. 

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O documento que informou sobre a realização do protesto que está previsto para começar ainda nesta semana pelo INSS está nas mãos do presidente do Instituto, José Carlos de Oliveira. A pasta ainda está decidindo sobre as atitudes que devem tomar como forma de controlar a situação e impedir que mais de 800 mil brasileiros que estão nas filas para agendamento de perícias médicas não sejam prejudicados. 

Algumas cidades brasileiras já haviam começado a greve durante o mês de fevereiro. No entanto, não foi uma decisão nacional da categoria. 

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Segundo o que foi informado pela diretora da  Federação Nacional de Sindicatos em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Laurizete Araújo Gusmão, é estimado que somente o reajuste de ao menos 19,9% seria o suficiente para que os trabalhadores conseguissem ganhar o que foi perdido de reajuste durante os últimos três anos, em que não houve aumento salarial para  categoria como estava sendo previsto pelo piso nacional e Constituição, de acordo com os índices de IPCA. 

O grupos de servidores  também conta com outros pedidos que vão além do aumento salarial e da quantidade máxima de pessoas que podem ser atendidas em apenas um dia, sendo um deles revogar a Reforma Administrativa que determina que haja a criação de um teto que bloqueia uma parte dos gastos públicos da pasta.

Somente durante o começo deste ano de 2022, é estimado que o setor tenha tido o bloqueio de ao menos R$  1 bilhão em verbas. O que pode ter residido na análise do setor. 

O Banco Central do Brasil também está incentivando a greve, visto que determinaram ainda nesta última semana que haveria a paralisação do setor por ao menos 4 horas enquanto Guedes não declarasse que fosse possível realizar o aumento. Hoje em dia, o Banco Central é responsável por controlar as taxas de dólar e a Selic, que são os juros  básicos para manter a economia brasileira. 

 Como forma de tirar de vista às greves dos olhos da população, foi durante a última quinta-feira (17) que o governo declarou que estaria realizando a antecipação do valor do décimo terceiro. 

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