Improbidade administrativa é o ato de estar fazendo o uso do seu cargo público para conseguir obter vantagem sobre algo como na contratação de funcionários fantasmas e até mesmo privilégios no momento em que for aplicar de algum tipo de edital. Durante essa quarta-feira (23), Jair Bolsonaro está sendo acusado de ter praticado durante a sua administração na época em que era deputado.
Durante essa terça-feira (23), o Ministério Público Federal teria entrado com uma ação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua ex-secretária parlamentar Walderice Santos da Conceição, a ‘Wal do açaí’, para acusar ambos de estarem praticando vantagens sobre um cargo público.
O Santos da Conceição teria sido empregado por mais de 15 anos no gabinete de Jair na época em que era deputado mas, no final, estava atuando apenas como fantasma, recebendo o seu salário e entregando para a família do Chefe do Executivo.
Não é a primeira vez que Bolsonaro está sendo acusado de ter feito parte de esquemas de raspadinha durante a época em que estava atuando como deputado. Inclusive, Flávio, que comprou uma mansão no valor de R$ 6 milhões, teria usado o valor devido para comprar o bem e fazer a lavagem de dinheiro, tirando as pistas da Receita Federal que estaria investigando o caso.
O Walderice atuava com o cargo de secretária parlamentar de Jair Bolsonaro desde o ano de 2003. A sua expressão acabou acontecendo depois de algumas suspeitas de que estava fazendo parte de esquemas ilegais.
A investigação, que acabou sendo elaborada pelo portal do Estadão e compartilhada pelo UOL e Globo, acabou mostram que o secretário nunca esteve na capital do país e que recebia todo o seu dinheiro sem mesmo trabalhar, sempre retirado ele em espécie para entregar a Jair sem que as transferência fossem restauradas.
Segundo o que foi ignorado pelo Ministério Público é estimado que ao menos 87% de toda a remuneração do mesmo era sacada em espécie enquanto o restante era usado em cartões de crédito e contas tradicionais.
Governo Bolsonaro: O que é rachadinha?
A Rachadinha acontece quando um deputado contratam funcionários fantasmas como se eles estivessem indo ao gabinete para trabalhar sem que realmente fossem. Então, exigem que haja a devolução do salário do funcionário enquanto ele pode ficar com uma pequena comissão por estar fazendo parte do esquema.
Foi determinado que todo o valor que foi pago ao parceiro da família durante os 15 anos em que atuou no gabinete, teria que ser devolvido. Flavio e Eduardo Bolsonaro são acusados de fazer parte do esquema junto a intensa lavagem de dinheiro e corrupção tanto ativa quanto passiva.
