Quatro indivíduos responsáveis pela morte do promotor paraguaio Marcelo Pecci foram condenados pela Justiça da Colômbia nesta sexta-feira (17), em um júri que aconteceu em Cartagena.
De acordo com o que foi divulgado pela imprensa local, cada réu foi condenado a 47 anos de prisão. No entanto, as penas foram reduzidas para 23 anos e seis meses, e correspondem a homicídio e posse ilegal de armas.
Os quatro condenados confessaram a autoria do crime, e foram identificados como Wendre Still Scott Carrillo, Eiverson Adrián Zabaleta Arrieta, Gabriel Carlos Luis Salinas Mendonza e Cristian Camilo Monsalve Londoño.
Entenda mais detalhes sobre o assassinato do promotor paraguaio Marcelo Pecci
Ainda segundo a justiça colombiana, Wendret Carrillo foi o responsável pela autoria dos tiros e Eiverson Adrián Zabaleta Arrieta foi quem dirigiu o Jet Ski.
Marisol e Cristian teriam sido os encarregados de monitorar os passos de Marcelo Pecci e sua esposa durante a lua de mel.
Relembre o crime
O promotor paraguaio Marcelo Pecci, responsável por trabalhar combatendo o crime organizado, foi assassinado a tiros durante a sua lua de mel na ilha turística de Baru, na região de Cartagena, na Colômbia.
O crime aconteceu no dia 10 de maio, enquanto Pecci estava em uma praia ao lado da esposa, a jornalista Claudia Aguilera.
De acordo com as autoridades da Colômbia, Marcelo Pecci e a esposa estavam curtindo a lua de mel em uma praia anexa ao resort onde estavam hospedados, quando homens chegaram em um jet ski e efetuaram disparos.
No local, o promotor foi atingido por pelo menos três tiros, e apesar de ter recebido ajuda de banhistas, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Um dia antes do crime, o casal anunciou nas redes sociais que estava à espera do primeiro filho.
“O melhor presente de casamento é… a vida te aproximando do mais belo testemunho de amor”, escreveu Aguilera nas redes sociais.
Trajetória do promotor
Marcelo Pecci era um promotor paraguaio bastante conhecido por trabalhar em grandes casos de combate ao crime organizado, como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Pecci comandou a investigação sobre o assassinato da filha do governador de Amambay, no Paraguai. O caso do assassinato do jornalista brasileiro Léo Veras, morto com 12 tiros em fevereiro de 2020, também era acompanhado pelo promotor.
Além disso, Marcelo Pecci também participava das investigações do caso contra o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, preso após tentar entrar no Paraguai com passaporte adulterado.
No momento, o seu maior caso de repercussão é a operação “A Ultranza Py”, considerada a maior ação contra a lavagem de dinheiro no Paraguai. O trabalho conta com a cooperação de órgãos dos Estados Unidos, União Europeia e Uruguai.
