Angelo Venosa, considerado um dos maiores escultores do Brasil, morreu aos 68 anos no dia 17 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de problemas causados pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença que ataca o sistema nervoso e enfraquece os músculos e as funções físicas.
O artista plástico convivia com a ELA desde 2019, e foi internado em um hospital particular do RJ no dia 15 de outubro.
Conheça o trabalho de Angelo Venosa, um dos maiores escultores do Brasil
Angelo Venosa nasceu em São Paulo, mas ganhou notoriedade na carreira no Rio de Janeiro, para onde se mudou em 1974.
Com mais de 40 anos de carreira, o artista era conhecido por criar peças usando madeira, tecido, fibra de vidro e outros materiais para produzir esculturas impactantes tridimensionais.
Suas obras misturam materiais vindos da natureza com o universo industrial, e algumas de suas esculturas ocupam o Museu de Arte Moderna do RJ, o Museu de Arte Moderna e a Pinacoteca de SP, além da Praia de Copacabana e o Museu do Açude, no Rio, em Santana do Livramento, no RS, e no Parque José Ermírio de Moraes, em Curitiba.
A última exposição estreada pelo artista foi em abril de 2021, no Rio de Janeiro, com obras feitas durante a pandemia. Na ocasião, Angelo já estava mais recluso em casa por conta do seu diagnóstico de ELA.
Autorretrato de Van Gogh é encontrado atrás de outro quadro do artista
Um novo autorretrato de Van Gogh foi encontrado atrás da sua pintura “Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa)”, de 1885, durante um raio-X que preparava peças para uma futura exposição.
De acordo com Frances Fowle, curadora sênior de arte francesa das Galerias Nacionais da Escócia (NGS), a pintura estava coberta por camadas de cola e papelão por mais de um século, e era desconhecido até o momento.
“Momentos como esse são incrivelmente raros (…) Descobrimos uma obra desconhecida de Vincent van Gogh, um dos artistas mais importantes e populares do mundo”, enfatizou Frances Fowle.
Ainda segundo a especialista, Vincent tinha o costume de reutilizar telas de pintura para economizar dinheiro, e por isso as transformava para poder trabalhar no verso.
Além disso, o NGS acredita que o autorretrato tenha sido feito na mesma época em que Van Gogh expôs seu trabalho aos impressionistas franceses, logo depois de se mudar para Paris.
Na imagem do raio-X é possível ver Vincent barbudo com um chapéu de abas, e um lenço amarrado na garganta.
Assim como um ponto marcante das obras do artista, ele fixa o espectador com um olhar intenso e marcante.
