A fisioterapeuta Natália Rodrigues Valentim, de 36 anos, morta pelo ex-marido no Rio de Janeiro foi atraída para o local do crime por uma mentira de Bruno Nunes Magalhaes. Ela foi assassinada com sete facadas, no último sábado (12), na frente da filha do casal de apenas 9 anos.
De acordo com amigos dos dois, Bruno e Natália estavam em processo de separação e já não viviam no mesmo endereço.
As investigações apontaram que no dia do crime, o empresário de 48 anos pediu que a ex-esposa fosse até o apartamento onde ele morava, no Grajaú, pois a filha, que encontrava-se sob seus cuidados, estava passando mal.
Na ocasião, a fisioterapeuta seguia para o trabalho e decidiu ir verificar o que estava acontecendo com a menina. No entanto, assim que Natália entrou na residência foi atacada pelo ex-marido. Ela foi golpeada com a arma do crime em vários lugares e morreu no local.
No mesmo dia, os colegas de trabalho de Natália estranharam que ela não apareceu no hospital e avisaram a família, mas o corpo só foi localizado no domingo (13). Mario Andrade, delegado responsável pelo caso, explicou que o cadáver estava caído próximo à porta de entrada do imóvel.
Conforme o jornal O Globo, Bruno já havia cumprido uma pena de 13 anos de prisão por latrocínio, roubo seguido de morte.
A fisioterapeuta morta pelo ex-marido foi sepultada no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, nesta segunda-feira, sob forte comoção. Os familiares e amigos não quiseram falar com a imprensa.
Outro caso de feminicídio
Na última quarta-feira (9), ex-lutador profissional de MMA Luis Paulo Lima dos Santos, de 44 anos, foi preso pelo assassinato de sua esposa Ellida Ferreira, de 26 anos.
Inicialmente, Luis reportou às autoridades que a esposa havia desaparecido na Rodoviária do Tietê, onde iria pegar um ônibus para visitar a mãe em Campinas, como forma de despistar as autoridades.
Mas logo que o corpo da professora foi encontrado enrolado em um lençol dentro de um córrego, com os braços amarrados e marcas de balas, os policiais começaram a desconfiar do marido da vítima.
Foi então que ao checarem as câmeras de monitoramento do prédio onde o casal vivia – com o filho de apenas seis meses – os investigadores descobriram que a última vez em que Ellida foi vista com vida foi quando chegava em casa às 21h30, do dia 4 de novembro.
Os vídeos também mostraram que Luis colocou o corpo da esposa dentro de um carrinho de supermercado para transportá-lo do apartamento até o seu carro.
