Após a notícia de que Elize Matsunaga estaria trabalhando como motorista de aplicativo em Franca, no interior de São Paulo, viralizar nas redes sociais, os aplicativos Uber e 99 negaram que ela esteja cadastrada em suas plataformas.
A informação foi dada em primeira mão pelo jornalista Ullisses Campbell, autor da biografia ‘Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido’.
Segundo a publicação feita na página do Instagram ‘Mulheres Assassinas’, Elize comprou um apartamento de dois quartos na cidade, montou um pequeno ateliê de costura, onde confecciona roupas para pet e estaria trabalhando como motorista de aplicativo.
Ainda conforme Campbell, Elize Matsunaga usa o nome de solteira ‘Elize Araújo Giacomini’, máscara facial e óculos escuros para não ser reconhecida e sua nota como condutora em um aplicativo de viagens é 4.80. O jornalista ainda ressaltou que ela “tem cursos de bacharel em Direito, contabilidade, técnica em enfermagem e até de sommelier”.
“Na abertura do carrossel, temos a foto 3×4 que Elize publicou em seu perfil na plataforma. Na hora de escolher o modelo do carro, optou por um Honda Fit, uma marca tão japonesa quanto a ascendência do seu ex-marido”, escreveu Campbell na publicação.
Ele ainda completou: “Para não ser reconhecida pelos passageiros, a mulher que esquartejou o marido usa o nome de solteira: Elize Araújo Giacomini; e esconde-se por trás de máscaras e óculos escuros.”
Elize Matsunaga
Elize Matsunaga foi condenada, por júri popular, por matar e esquartejar seu marido, um dos presidentes da Yoki Marcos Matsunaga, em 2012. Sua pena foi reduzida para 16 anos de prisão por confessar o crime. Ela ficou presa por 10 anos no famoso presídio feminino de Tremembé, em São Paulo, e agora cumpre o resto da pena em liberdade.
Marcos foi morto com um disparo de arma de fogo na cabeça e teve o corpo cortado em sete partes com uma faca de cozinha com lâmina de 30 centímetros. Os pedaços foram colocados em sacos de lixo, divididos em malas de viagens e, na sequência, jogados por Elize em lugares diferentes da Região Metropolitana de São Paulo.
Atualmente, a filha de Elize Matsunaga e Marcos Matsunaga tem 12 anos e vive com os avós paternos. Ela é proibida de se aproximar da adolescente e os pais da Marcos lutam na Justiça para retirar o sobrenome da mãe do nome da menina.
Em 2021, Elize colaborou com o documentário da Netflix “Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime”. Na produção, ela deu sua versão sobre sua vida com o marido, falou que era abusada psicologicamente e ameaçada por ele de nunca mais poder ver a filha.
Na época do crime, Marcos estava traindo Elize com uma garota de programa, assim como havia feito com sua esposa anterior quando Elize trabalhava como acompanhante de luxo.
No documentário, Elize Matsunaga ressaltou que só resolveu falar com a produção para tentar contar seu lado da história e que tem esperanças de um dia se aproximar da filha e explicar como tudo aconteceu.
