A creche de Blumenau, em Santa Catarina, na qual quatro crianças foram mortas e outras cinco feridas, irá reformar o parquinho com a ajuda de pais de alunos e voluntários antes do retorno das aulas, marcado para a próxima segunda-feira (17).
A decisão foi tomada durante uma reunião, realizada na terça-feira (11). A ideia é aumentar o muro e repaginar a área onde o ataque aconteceu. Jennifer Pabst, mãe do pequeno Bernardo, uma das vítimas fatais, afirmou ao site ‘NSC Total’ que irá participar da ação como forma de ajudar os sobreviventes e trazer esperança aos envolvidos.
Os alunos da creche ‘Cantinho Bom Pastor’ foram atacados por um criminoso na manhã do dia 5 de abril. Na ocasião, o homem de 25 anos invadiu o local pulando um muro e, na sequência, usou uma machadinha para golpear os estudantes que estavam no parquinho. As crianças foram atingidas na região da cabeça.
As vítimas fatais são três meninos e uma menina. Elas foram identificadas como:
- Bernardo Cunha Machado, de 5 anos
- Bernardo Pabst da Cunha, de 4 anos
- Larissa Maia Toldo, de 7 anos
- Enzo Marchesin Barbosa, de 4 anos
O bandido ainda deixou outras quatro crianças feridas, que precisaram ser hospitalizadas, mas sem correr risco de morte.
Na ocasião, o pai de uma aluna da creche atacada em Blumenau conversou com o site local ‘ND Mais’. Segundo o homem, a filha de 5 anos contou que viu o suspeito pulando o muro de capacete rosa “com uma faca e um martelo na mão”.
Ainda conforme o relato da criança, ela correu na direção das professoras, mas viu um amigo sendo atingido na cabeça por o que ela acredita ser um martelo, mas na verdade era uma machadinha.
Uma professora que trabalha na instituição também conversou com a imprensa e contou que se trancou os bebês no banheiro ao saber do ataque. Segundo disse, ela se preparava para levar os pequenos para tomar banho de sol no pátio quando foi avisada sobre o perigo.
“Aí já vieram bater na porta, dizendo que ele entrou matando. Ele foi no parque para matar. A turma do pré estava toda lá fazendo uma roda de conversa e ele invadiu”, disse Simone Aparecida Camargo.
