Um sargento da Polícia Militar matou dois colegas de corporação com tiros de fuzil em Salto, São Paulo, durante a manhã desta segunda-feira (15). O ataque ocorreu por volta das 9h. O atirador foi identificado como Claudio Henrique Frare Gouveia. Ele foi preso.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o sargento entrou armado em uma companhia, dentro de um quartel, e afirmou que iria realizar um treinamento. No entanto, ele trancou a unidade e abriu fogo contra as vítimas: o capitão Josias Justi da Conceição Júnior e o sargento Roberto Aparecido da Silva.
Os dois chegaram a ser socorridos e encaminhados para um hospital, mas não resistiram aos ferimentos.
Após o crime, o policial militar que matou os colegas foi contido por outros PM’s. A motivação ainda é desconhecida.
O caso ocorreu na 3ª Companhia do 50º Batalhão de Polícia Militar do Interior.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. “Todas as providências de Polícia Judiciária Militar estão em andamento neste momento e a Corregedoria da Instituição acompanha as apurações”, diz um trecho do comunicado.
O sargento da PM matou os colegas um dia depois de um policial civil ter executado quatro colegas de trabalho em Camocim, no norte do Ceará.
No crime, ocorrido na delegacia do município, durante a madrugada de domingo (14), o inspetor Antônio Alves Dourado efetuou disparos de arma de fogo contra os escrivães Antônio Claudio dos Santos, Antônio José Rodrigues Miranda e Francisco dos Santos Pereira, e o inspetor Gabriel de Souza Ferreira.
Dourado estava de folga e fugiu em um carro da polícia após atirar contra as vítimas. Algum tempo depois, no entanto, ele abandonou o veículo e se entregou no quartel da Polícia Militar da cidade.
Até o momento, o motivo pelo qual o policial civil cometeu os homicídios não foi divulgado.
A audiência de custódia do réu confesso deve acontecer nesta segunda-feira (15), mas ele permaneceu em silêncio desde a sua prisão.
Conforme Neirilane Roque, advogada de defesa de Dourado, ele está “em estado de choque”.
“Pessoalmente, ele não se encontra em condições de prestar esclarecimentos, por enquanto. Está em estado de choque, isolado e custodiado pela Polícia Militar. Estamos aguardando os procedimentos seguintes”.
Em nota, o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol) afirmou que as famílias das vítimas estão devastadas com o caso.
