A acusada de atear fogo em uma mulher durante uma briga de bar e provocar a morte da vítima foi presa em Mongaguá, no litoral de São Paulo, na última sexta-feira (12). O crime ocorreu no dia 13 de janeiro deste ano em Cotia, na região metropolitana de São Paulo capital. (Assista abaixo)
Segundo a Polícia Militar (PM), a mulher era considerada foragida e foi detida por uma equipe de patrulha, após a corporação ser informada de que ela estava em uma residência da cidade.
Assim que os agentes chegaram no imóvel, a fugitiva tentou enganá-los apresentando o RG de sua irmã. No entanto, ao ser indagada sobre crime em Cotia, ela acabou confessando ser a responsável por atear fogo na mulher dentro do bar.
Vídeo registra quando acusada coloca fogo em mulher
No dia do crime, a acusada, na verdade, colocou fogo em duas mulheres, mas só uma delas morreu devido aos ferimentos que atingiram 80% de seu corpo. Parte da confusão foi registrada por câmeras de segurança do estabelecimento.
Nas imagens, é possível ver que uma das vítimas joga um líquido inflamável no próprio corpo e também o derruba pelo chão enquanto discute com uma mulher, que tira o galão da mão dela e a empurra. A briga entre as duas continua e a mulher acende um isqueiro, mas logo apaga e chega abraçar a vítima.
Só então a acusada pelo crime aparece no canto esquerdo da tela, muito próxima das outras duas mulheres. Aparentemente, ela discute com a dupla e, na sequência, acende um isqueiro no líquido que está no chão. Em menos de um segundo o fogo se espalha e atinge as duas vítimas, que começam a correr em chamas.
A polícia não divulgou o motivo do desentendimento entre as três mulheres.
Veja:
Cuidado, as imagens são fortes!
Acusada de tacar fogo e matar mulher queimada é presa no litoral de SP: https://t.co/8Dyz0fln0D pic.twitter.com/cR3HvPjRYw
— Jornal A Tribuna (@atribunasantos) May 18, 2023
Em fevereiro deste ano, uma câmera registrou o momento em que um homem ateou fogo no marido de uma colega de trabalho em Mauá, na Grande São Paulo. Fabricio Alves de Araújo teve 80% do corpo queimado e não resistiu aos ferimentos. O responsável pelo crime foi identificado como Celso Edgar da Silva.
A gravação mostra que o ataque ocorreu quando Fabrício deixava a esposa no trabalho. Nas imagens, é possível ver que a vítima para o carro, a mulher desce e logo Celso se aproxima com algo nas mãos. Ele então joga um líquido inflamável em Fabrício e coloca fogo no homem.
Segundo a esposa da vítima, ela era responsável pelos pagamentos dos funcionários na oficina automotiva em que trabalhava com Celso. E, na ocasião, o rapaz, que atuava como soldador no local, havia se desentendido com ela devido a R$ 150.
A mulher contou que no dia do pagamento, Celso reclamou que estavam faltando R$ 150 em seu salário. O valor seria referente a um serviço extra que ele havia realizado e teria sido prometido pelo dono da oficina.
Ela então explicou que não havia sido avisada sobre o acordo e, por isso, havia depositado apenas o salário, sem a gratificação. No entanto, Celso ficou agressivo e passou a hostilizar a colega de trabalho.
No fim do dia, quando seu marido foi buscá-la, o soldador voltou a proferir xingamentos contra ela e os dois homens acabaram discutindo. Nesse momento, Celso então ameaçou Fabricio e declarou: “Amanhã você vai ver”.
O crime ocorreu no dia seguinte e as câmeras de monitoramento comprovam que o soldador estava esperando pela vítima.
