Um blindado da Polícia Militar (PM) foi incendiado por traficantes na comunidade do Bateau Mouche, na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira (6). O chamado Caveirão da PM pegou fogo depois que os bandidos lançaram granadas e coquetéis-molotovs no veículo. (Assista abaixo)
De acordo com a Polícia Militar, o blindado foi chamado na comunidade após um ataque à base avançada da PM no local. No entanto, quando o Caveirão chegou, ele foi cercado pelos criminosos, que passaram a jogar as bombas, além de tijolos e pedras.
As chamas atingiram a mangueira de combustível e só foram controladas pelo Corpo de Bombeiros. Os agentes também atenderam os policiais que estavam dentro do veículo e inalaram fumaça.
Veja imagens:
Caveirão da PM pega fogo após ataque com coquetel molotov, na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio https://t.co/jaTGIODmtM pic.twitter.com/XE7z4Dhmpj
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Caveirão da PM fica em chamas após ser atacado na Praça Seca. https://t.co/m1Lo1pZ17A pic.twitter.com/ZFMrQ4nx7F
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Vídeo: bandidos destroem Caveirão da PM com granadas e coquetéis-molotovs no Rio de Janeiro
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Blindado é incendiado como represália
Ainda conforme a corporação, a emboscada ocorreu em represália a morte de Deivid Odilon Carvalho de Oliveira, o DVD do Batô, morto no domingo (4) durante um confronto com a PM. O homem era apontado como um dos chefes do tráfico no local.
Na manhã desta quarta-feira (7), o secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Luiz Henrique Marinho Pires, afirmou que o fato do blindado da PM ter sido incendiado é uma agressão ao estado e que os traficantes terão resposta à altura. “É uma agressão ao estado e à Polícia Militar que não vai ficar sem respostas”, disse ao Bom Dia Rio.
O secretário ainda ressaltou que a PM tem se esforçado para tirar os moradores do domínio dos traficantes na região onde ocorreu o ataque.
“Eu não acredito que estamos errados. Nossas ações são permanentes nessas comunidades em que moram pessoas de bem e não merecem estar sob o domínio de traficantes que portam armas de guerra. Não acho que o sacrifício da PM no estado seja perdido e em vão”.
Já o governador Cláudio Castro definiu o ataque ao blindado da PM como um ataque à sociedade. “Nossa luta contra o crime é diária. Não vamos permitir que a bandidagem se crie aqui. Nada vai impedir o trabalho das polícias”, escreveu no Twitter.
E já sabemos que se trata de uma represália á morte do chefe do tráfico da comunidade, atingido em confronto por policiais do Batalhão.
Já determinei ao comandante da PM que as tropas especiais permaneçam no terreno para localizar os responsáveis.— Cláudio Castro (@claudiocastroRJ) June 7, 2023
O Caveirão queimado pelos bandidos era um dos equipamentos mais novos da PM do Rio de Janeiro. Conforme a corporação, o custo do veículo é de R$ 652.500.
Vale destacar que há seis anos moradoras da região da Praça Seca convivem diariamente com uma guerra entre traficantes e milicianos que disputam o domínio da favela Bateau Mouche.
O local é valioso porque além de estratégico – por dar acesso ao Complexo do Lins pela mata -, também tem uma arrecadação ilegal de cerca de R$ 1,5 milhão, por semana, oriunda de taxas cobradas de moradores e comerciantes e da exploração da venda de gás e de internet clandestina, entre outros serviços. A informação é do Jornal Extra.
