Débora Almeida Monteiro, de 22 anos, foi encontrada morta e carbonizada em cima da cama, dentro da própria casa, na Vila Maria, na Zona Norte de São Paulo, na noite desta terça-feira (11). O ex-namorado da jovem Alan Neves Anastácio, de 21 anos, é o principal suspeito pelo crime.
De acordo com a mãe da vítima, Laura Cândida de Almeida, a filha vivia sozinha na residência há menos de um mês e tinha uma medida protetiva contra o ex-namorado, solicitada em maio deste ano, devido às várias ameaças de morte que havia recebido do rapaz.
O delegado que cuida do caso explicou que recentemente Débora foi até a delegacia e tentou retirar a queixa contra Alan. Na ocasião, ela declarou ter mentido quanto a ter sido agredida e ameaçada por ele.
Testemunhas relataram terem visto Alan na casa da vítima durante a manhã de terça e, posteriormente, fugindo do local com uma touca ninja e carregando um galão de gasolina.
Um vizinho contou que após ouvir uma explosão correu para a casa de Débora e arrombou a porta com um chute. Conforme o homem, a fumaça impedia que eles conseguissem ver dentro do imóvel e só depois eles conseguiram ver que ela estava carbonizada na cama.
“Mas conforme a fumaça foi baixando, a gente foi verificando que tinha uma pessoa na cama”, disse.
Ainda segundo a mãe de Débora, o casal tinha um relacionamento conturbado, mas sempre que a filha terminava o namoro, Alan não aceitava e batia na jovem.
Em um áudio obtido pela polícia, enviado por Alan após o crime, ele fala que Débora “merecia bem mais”. “Ela teve sorte que eu tive dó de dar umas ‘capacetadas’ nela. Porque meu capacete vale bem mais que ela. Papo reto, tá tirando, tem bem mais valor que essa praga aí”, diz parte da mensagem.
O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio. Exames deverão esclarecer se Débora foi morta antes de ter o corpo incendiado ou se foi queimada viva.
Veja reportagem do Balanço Geral sobre o caso:
No domingo (9), Taciana Gomes dos Santos, de 26 anos, morta pelo namorado em Cascavel, no oeste do Paraná. Um vídeo mostra o momento em que ela foi arrastado pelo pescoço para um matagal enquanto pedia socorro.
Na última quinta-feira (6), a cigana Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, morta a tiros em Guaratinga, no extremo sul da Bahia. Ela estava casada há pouco mais de dois meses com um adolescente da mesma idade. O jovem é o principal suspeito pelo crime e está foragido.
