Um helicóptero da Marinha caiu em Formosa, Goiás, no entorno do Distrito Federal, nesta terça-feira (8), durante um treinamento militar. Quatorze tripulantes estavam a bordo no momento do acidente: dois morreram, nove ficaram feridos e três saíram ilesos.
As vítimas fatais foram identificadas como o sargento Luís Fernando Tavares Augusto, que servia no Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais, e o sargento Renan Guedes Moura, lotado na Base de Fuzileiros Navais da Ilha do Governador. Eles morreram no local.
A queda da aeronave UH-15 Super Cougar, do 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral, ocorreu perto do quartel do Exército da cidade. Segundo a Marinha, “não houve qualquer míssil ou armamento pesado envolvido na atividade.”
Dos nove feridos, dois foram levados ao Hospital das Forças Armadas, quatro ao Hospital Regional de Brasília e três militares permanecem sob cuidados médicos da Unidade Médica Expedicionária da Marinha (UMEM).
Em nota, a Marinha do Brasil informou que do total de feridos, dez apresentam lesões sem gravidade e dois passarão por cirurgia ortopédica.
Ainda de acordo com a Marinha, o acidente ocorreu durante o treinamento de uma técnica chamada fast rope, que exige que a tropa desembarque rapidamente em ambiente adverso.
A Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico já iniciou os procedimentos para investigar as causas da queda da aeronave.
“A MB informa que foi instaurada uma Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico para apurar as circunstâncias do acidente. Um Relatório Preliminar com informações como histórico da ocorrência, laudos e pareceres técnicos deverá ser concluído no prazo de 180 dias”, diz um trecho da nota.
Após o helicóptero da Marinha cair em Formosa, o Ministério da Defesa divulgou nota lamentando as mortes dos militares. “O Ministério da Defesa presta as condolências, pela irreparável perda, aos familiares e amigos dos militares, vitimados no cumprimento do dever”, declarou a pasta.
