Um homem suspeito de envolvimento com o caso da professora Vitória Romana Graça, de 26 anos, que foi sequestrada e carbonizada, no Rio de Janeiro, foi identificado pela Polícia Civil e interrogado nesta quarta-feira (16).
Edson Alves Viana Junior é irmão da ex-sogra da vítima, Paula Custódio Vasconcelos, que foi detida junto com a filha de 14 anos pelo crime.
Segundo testemunhas, ele esteve com Paula na escola em que Vitória trabalhava na tarde de quarta-feira (9). Na ocasião, a suspeita pediu para conversar com a vítima mais tarde, fora do ambiente de trabalho. Além disso, alguns PIX feitos pelo celular de Vitória, quando ela estava refém, foram destinados para contas bancárias de Edson.
De acordo com o jornal ‘O Globo’, a prisão dele será solicitada à Justiça.
Professora é sequestrada e carbonizada
Vitória desapareceu na noite de 9 de agosto após ir ao encontro da ex-sogra. Seu corpo foi encontrado carbonizado na comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará, Zona Oeste da cidade, na sexta-feira (11). Exames posteriores apontaram que ela foi queimada viva, pois havia aspirado fuligem.
De acordo com a investigação, a professora teve um relacionamento com a adolescente. Ela disse a um amigo que terminou o romance por achar que a mãe da menor de idade estava aproveitando o namoro para se ter benefícios financeiros.
O mesmo amigo relatou que Vitória contou, por exemplo, que a geladeira da casa onde viviam a mãe e filha estava sempre vazia e, por isso, ela acabava comprando cesta básicas, entre outros itens, para a família. E que isso aconteceu, inclusive, depois do término.
A adolescente foi apreendida por suspeita de participação no crime que terminou com a professora carbonizada. Para a polícia, ela afirmou que não sabia do plano da mãe e que não ajudou no sequestro e assassinato da ex-namorada.
A menor de idade contou ainda que conheceu a professora pelo Instagram, que elas ficaram juntas por cerca de quatro meses e que o namoro chegou ao fim por conta de sua idade.
No dia do crime, Vitória foi procurada pela ex-sogra e por Edson na escola em que trabalhava. Na ocasião, a pessoa perguntou sobre a motivação da visita e a professora afirmou que a suspeita havia pedido para conversar sobre o fim do namoro dela e da filha mais tarde.
Em depoimento, a mãe da professora contou que na madrugada de sexta-feira (11), por volta das 5h da madrugada, recebeu uma ligação de Vitória que estava aos prantos e dizia ter sido sequestrada. Ainda conforme a mulher, ela pediu que a mãe enviasse R$ 2 mil por um motoboy que iria até sua casa para pagar o resgate.
Pouca horas depois, no entanto, por volta das 7h15, a polícia foi acionada para atender uma ocorrência de um corpo carbonizado na Praça Damasco, em Senador Camará. O cadáver foi identificado como sendo de Vitória através de uma única digital não danificada.
