A professora Vitória Romana Graça, de 26 anos, que foi sequestrada e carbonizada, no Rio de Janeiro, implorou para não ser morta, chorou o tempo todo e prometeu que obedeceria os autores do crime em troca de sua vida.
As informações sobre o desespero da vítima antes de ser assassinada foram dadas por Edson Alves Viana Junior, irmão da ex-sogra de Vitória, Paula Custódio Vasconcelos, e tio da ex-namorada da professora, uma adolescente de 14 anos.
Ainda conforme o depoimento do homem que participou do crime, prestado na quarta-feira (16), a sobrinha esteve presente o tempo todo. A informação contradiz a menor de idade, que ao ser apreendida negou envolvimento com a morte da ex-namorada e afirmou que não sabia do plano da mãe.
Segundo Edson, Paula premeditou o crime e desde o começou já tinha a intenção de assassinar a professora. A motivação foi financeira.
Durante a tarde do dia 10 de agosto, quando os dois estiveram na escola em que a professora trabalhava, ele contou que a irmã pediu esclarecimentos sobre o fim relacionamento com a filha, indagou sobre o motivo de ter sido bloqueada nas redes sociais pela ex-nora e insistiu que Vitória fosse a seu encontro durante a noite.
Depois de jogarem a isca, os irmãos foram para a casa de Paula e aguardam a chegada da vítima, que ocorreu por volta das 21h.
Conforme o relato, Vitória foi imobilizada – por Edson, Paula e pela ex-namorada – assim que entrou na casa e amarrada em uma cadeira com fitas adesivas. Edson afirma que foi nesse momento que ela foi extorquida, realizando as transferências bancárias identificadas pela polícia e ainda ligou para a mãe pedindo um resgate de R$ 2 mil.
Em seguida, Paula e a filha foram até a residência da professora para roubar objetos de valor. Elas retornaram no carro de Vitória com roupas de cama, um botijão de gás, panelas e produtos de beleza.
Apesar de colaborar e implorar por misericórdia, Paula não poupou a vítima. Ela enrolou uma corda no pescoço da professora e pediu ajuda ao irmão para puxá-la. A ação durou por cerca de 30 minutos e a adolescente observou tudo.
Por fim, Paulo jogou álcool nos olhos de Vitória para verificar se ela estava realmente morta e os três a colocaram dentro de uma mala, que transportaram no porta-malas do carro até uma praça da região.
No caminho, compraram gasolina e Paula orientou o irmão para que ele “encharcasse bem o corpo” antes de atearem fogo.
A professora foi encontrada carbonizada em uma praça da comunidade Cavalo de Aço, em Senador Camará, onde viviam as suspeitas, na manhã do dia 11 de agosto. Exames do Instituto Médico Legal (IML) mostraram que Vitória estava viva quando teve o corpo incendiado e morreu por inalação de fumaça.
Paula e a filha de 14 anos foram um dia depois, em 12 de agosto.
