Um promotor de Justiça foi baleado na cidade de Teutônia, a 108 km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, quando chegava em casa depois de uma partida de futebol na noite de quinta-feira (17). O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS) confirmou o atentado contra Jair João Franz.
De acordo com a Brigada Militar, o crime ocorreu por volta das 21h. Câmeras de segurança da residência de Franz registraram a ação do autor da tentativa de assassinato.
Nas imagens, é possível ver que o homem se esconde em um matagal enquanto aguarda a chegada do promotor. Algum tempo depois, quando a vítima se aproxima de carro do portão da casa, ele sai do esconderijo e efetua vários disparos de arma de fogo contra o veículo.
A gravação mostra ainda que o criminoso usava uma balaclava para esconder o rosto e não ser reconhecido. Conforme testemunhas, após cometer o crime, ele fugiu de motocicleta.
O promotor foi atingido no abdômen e conseguiu entrar em casa para pedir ajuda à esposa. Ele foi levado a um hospital de Estrela, cidade vizinha, por policiais acionados para o local que preferiram não aguardar a chegada de uma ambulância.
Segundo o delegado José Romaci Reis, titular da Delegacia de Polícia Civil de Teutônia, a principal hipótese para o crime é de uma possível retaliação ao promotor, ligada a um júri ocorrido na quinta-feira à tarde, no qual alguns envolvidos se mostraram insatisfeitos com o resultado do julgamento.
O crime contra o promotor titular da 1ª Promotoria de Justiça de Teutônia é considerado um caso gravíssimo de atentado contra o Estado. Em nota, o MP/RS informou que acompanha o caso e seguirá “cobrando com veemência a resolução do fato e a responsabilização dos envolvidos”.
A Associação do Ministério Público do RS também se manifestou quanto ao atentado contra o promotor. A entidade ressaltou que Franz não corre risco de morte, mas que esse tipo de crime não será naturalizado no Rio Grande do Sul.
“Nesta luta diária, um ato contra um membro do Ministério Público do Rio Grande do Sul atenta contra todos os gaúchos e contra o Estado de Direito. Um atentado contra quem assume a linha de frente no combate à criminalidade não pode e não será naturalizado. Terá uma resposta pronta e enérgica das forças de segurança.
O Promotor de Justiça segue em atendimento, sob cuidados médicos, sem risco de morte. A sociedade gaúcha, contudo, sofreu um duro golpe e precisa estar atenta. Não há alternativa senão a da aplicação firme da lei e todas as autoridades estão trabalhando para a pronta elucidação dos fatos”, diz um trecho do comunicado.
