O caso da contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves, de 35 anos, morta em Aquiraz, na Grande Fortaleza, Ceará, sofreu uma reviravolta. O marido dela, Leonardo Nascimento Chaves, de 41 anos, foi preso por suspeita de feminicídio, na noite de terça-feira (5), depois da Polícia Civil divulgar que provavelmente ela havia sido vítima de um latrocínio.
De acordo com a investigação, Leonardo encomendou a morte da esposa para obter um seguro de vida, do qual era beneficiário caso ficasse viúvo, no valor aproximado de R$ 90 mil. Ela foi assassinada com pauladas na cabeça, dentro da própria casa, no dia 26 de agosto.
O delegado Gustavo Pernambuco aponta que a participação do marido começou a ser considerada quando os investigadores notaram algumas inconsistências na versão dada por Leonardo como, por exemplo, a facilidade com a qual ele afirmou que os bandidos invadiram a residência do casal.
Na sequência, a polícia teve acesso a imagens de câmeras de segurança de um shopping de Aquiraz. Na gravação, ele se encontra com dois suspeitos detidos pelo homicídio – um motorista de aplicativo e um adolescente de 16 anos – pouco tempo antes do assassinato, por volta das 20h35, e os três conversaram por cerca de dez minutos.
Segundo a Polícia Civil, depois de sair do estacionamento do shopping, Leonardo foi para casa e iniciou o plano de simular um assalto. Ele fingiu que molhava as plantas para ser rendido pela dupla contratada e deixar os criminosos entrarem na casa.
Ainda conforme a apuração, o marido da vítima já havia deixado separados uma corda e um pedaço de pau, para “assaltantes” usarem para amarrar e matar a contadora. E, por fim, ainda pediu para que os comparsas o agredissem com o objetivo de dar mais credibilidade para a versão de latrocínio.
Depois de assassinarem Kaianne, Leonardo ainda teria ajudado a dupla a pegar objetos da casa como aparelhos eletrônicos, celulares, etc, e colocar no carro para levar embora. Por fim, teria pago R$ 1.200 para os dois com a promessa de dar mais dinheiro após receber seguro de vida da companheira.
O pedido de prisão preventiva do marido da contadora morta em Aquiraz foi autorizado e cumprido com urgência porque ele tinha uma passagem comprada para Portugal, existindo assim a possibilidade dele fugir do país.
O crime segue em investigação.
Contadora é morta em Aquiraz
Kaianne foi assassinada dentro da própria casa. No dia do crime, o marido da contadora relatou que foi rendido ainda do lado de fora do imóvel – por dois criminosos armados – e obrigado a entrar na residência junto com eles.
Na sequência, Kaianne, que já estava na casa, e o companheiro foram amarrados, vendados e colocados em cômodos diferentes. Durante o tempo em que foram mantidos como reféns, a mulher foi golpeada na cabeça com um objeto contundente e acabou não resistindo ao ferimento.
No dia do crime, vizinhos chamaram a polícia depois de ouvirem gritos vindo de dentro do imóvel das vítimas.
Na ocasião, o caso Kaianne foi registrado como latrocínio, roubo seguido de morte, e é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
No dia 29 de agosto, o motorista de aplicativo de 39 anos foi preso com pertences das vítimas e o menor de idade foi apreendido.
