Uma mulher foi morta a tiros por um policial militar, vulgo PM, após defender a sobrinha durante uma festa em Maceió, em Alagoas, no último domingo (8). A vítima foi identificada como Rosineide da Costa Silva, de 53 anos. O homem foi preso em flagrante.
Nesta segunda-feira (9), após audiência de custódia, Wellington Pereira da Silva, de 35 anos, teve a prisão preventiva decretada.
Como o PM matou a mulher em Maceió
De acordo com a Polícia Civil, na noite de domingo, ocorria uma confraternização em frente à casa da vítima e o militar foi até o local junto com um casal de convidados.
- Em depoimento, a sobrinha de Rosineide, uma jovem de 21 anos, contou que desde o início o PM mostrou interesse nela e passou a importuná-la, mesmo tendo as investidas rejeitadas por ela.
- Em determinado momento, no entanto, Wellington passou dos limites e foi aí que Rosineide resolveu intervir.
“Todo momento ele queria ficar comigo. Na hora que passei para o banheiro, ele puxou meu short, e eu falei coisa com ele. Quando voltei, minha tia já estava falando com ele, que ele me respeitasse e respeitasse a casa dela, que ele estava bêbado e não sabia beber”, contou a jovem à TV Ponta Verde.
- Ainda conforme o relato, na sequência, o policial pediu para a vítima repetisse o que tinha dito e cometeu o crime. “Ele pediu para que ela repetisse o que tinha dito, e ela repetiu: que ele não sabia beber. Ele veio, atirou contra mim, contra meu primo e descarregou [a pistola] nela”.
- Também conforme a Polícia Civil, o PM matou a mulher após disparar 11 vezes. Rosineide foi atingida por três tiros, chegou a ser socorrida, mas morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Maceió.
Em nota, a Polícia Militar (PM) lamentou o ocorrido e afirmou que também será instaurado um processo interno para avaliar a permanência do policial na corporação.
“Paralelamente ao processo judiciário, a PM, por meio de sua Corregedoria-Geral, irá realizar os procedimentos cabíveis rigorosos de acordo com o Regulamento de Disciplina da Polícia Militar de Alagoas, pois a nossa Corporação PMAL não compactua com o desvio de conduta de nenhum dos seus membros.”
