O paraquedista Humberto Siqueira Nogueira, de 49 anos, que morreu em Boituva, no interior de São Paulo, na tarde de quarta-feira (11), estava no terceiro salto do dia quando o acidente aconteceu. Ele era natural de Goiânia, Goiás.
Em entrevista dada ao ‘Estadão’, o paraquedista Paulo Pires, 45 anos, amigo de Humberto, destacou que além de ser o terceiro salto feito por ele apenas naquela tarde, o goiano era um atleta extremamente preparado.
Humberto era empresário do ramo imobiliário em Goiânia e tinha vasta experiência em esportes radicais como paraquedismo, skydiver, snowboard, kitesurf e wakeboard. Em seu perfil no Instagram é possível ver que ele costumava compartilhar saltos de paraquedas e outras aventuras com os seguidores.
Ele foi enterrado no fim da manhã de sexta-feira (13), no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia.
O paraquedista morreu após enfrentar problemas em um salto no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), em Boituva. Na ocasião, testemunhas afirmaram que Humberto colidiu fortemente contra o solo durante o pouso.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, ele chegou a ser socorrido com vida e encaminhado para o Hospital São Luiz de Boituva com vários traumas e parada cardiorrespiratória, mas não resistiu e morreu no local.
Como ele não usava câmeras de filmagem junto ao corpo no momento do salto, a Polícia Civil irá analisar as imagens das câmeras de monitoramento do Centro Nacional de Paraquedismo para investigar as causas do acidente.
A polícia, no entanto, já confirmou que não houve falha no equipamento da vítima.
Em 1º de julho, outro paraquedista morreu após saltar no CNP. O homem de 44 anos tinha cerca de 20 anos de experiência com paraquedismo. Conforme a associação, ele teria cometido um erro de pouso e descido em alta velocidade, atingido o solo com muita força. Na ocasião, ele também foi socorrido com vida, mas morreu 11 dias depois no hospital.
No dia 7 de agosto, um homem de 63 anos morreu e outras duas pessoas ficaram feridas após serem atingidas por um paraquedista durante um evento em Itápolis, no interior de São Paulo. O acidente ocorreu no aeroclube da cidade.
