A abstenção de votos nas eleições de 2022 atingiu o patamar mais alto da história desde 1998, quando 21,5% não compareceu às urnas.
Neste ano, 32.765.540 de eleitores brasileiros que estavam aptos a votar não compareceram no primeiro turno das eleições neste domingo (2), o equivalente a 20,9% da população.
Nas eleições passadas, em 2018, o número alcançou 20,3% dos brasileiros, ou seja, 29,9 milhões de votantes se abstiveram das eleições.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o maior nível de abstenção de votos foi em 1994, quando um em cada três indivíduos não foram votar.
Abstenção eleições 2022: Rondônia lidera o ranking
Entre os estados brasileiros, Rondônia chegou a ter 24% de abstenção de votos, enquanto Roraima teve 16%. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, a taxa de não votantes foi de 21,6%. Em Minas Gerais, a porcentagem bateu 22,2%.
Se comparado a 2018, a abstenção aumentou em quase todos os estados, exceto em Tocantins, Sergipe, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal.
O estado que apresentou a maior mudança no número de não votantes foi o Acre, que passou de 19% em 2018 para 22,3% em 2022.
No segundo turno, a expectativa é que a abstenção de votos aumente ainda mais, isso porque em 15 das 27 unidades da Federação a disputa para Governador já foi decidida, o que consequentemente pode fazer com que os cidadãos se sintam menos motivados a saírem de casa para votar em 30 de outubro de 2022.
Em relação aos votos brancos e nulos, houve uma queda em relação a 2018, que 2,6% votaram em branco e 6,1% anularam seus votos. Nas eleições de 2022, 1,59% votaram em branco, e 2,82% anularam seus votos.
Eleições no Brasil 2022: país registra 339 crimes eleitorais e 130 prisões
As Eleições no Brasil em 2022 resultaram em 339 crimes eleitorais segundo um balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além disso, 130 pessoas foram presas, e as autoridades apreenderam R$ 1,911 milhão.
Conforme as autoridades, o Rio de Janeiro e o Amapá são os estados que mais registraram ocorrências, sendo 28 no RJ e 27 casos no Amapá.
Em seguida estão o Acre e Sergipe, com 23 crimes cada, seguidos de Goiás, com 22 crimes, e Roraima, com 21 ocorrências.
A infração mais comum nas eleições foi o de compra de votos/corrupção eleitoral. Ao todo, a polícia registrou 106 ocorrências, dos quais 19 foram no Amapá, 18 em Roraima e 9 no Rio de Janeiro.
Segundo o Ministério da Justiça, foram feitos 19 flagrantes de boca de urna, sete casos de transporte irregular de eleitores e três ocorrências de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto.
No Paraná, conforme os registros, foi feita a maior apreensão de dinheiro: R$ 700 mil. Ao todo, o Brasil apreendeu mais de R$ 1,9 milhão.
Foi apreendido dinheiro suspeito no Piauí (R$ 383,8 mil); Roraima (R$ 205,8 mil) e Paraíba (R$ 95,6 mil).
Conforme a Agência Brasil, a maior parte dos 58 crimes praticados contra candidatos foi no estado do Rio de Janeiro, com 24 casos. Em segundo está Goiás, com seis registros.
Até o momento, 65 incidentes de segurança pública e defesa civil foram anotados, sendo a maior parte em Minas Gerais, com 35 ocorrências. Houve também 10 registros de falta de energia elétrica, sendo cinco em MG.
