Três suspeitos de envolvimento com o ataque a tiros contra o promotor Jair João Franz em Teutônia, no Rio Grande do Sul (RS), foram presos. Em coletiva de imprensa, realizada na manhã desta quinta-feira (24), a Polícia Civil confirmou que uma das pessoas detidas é uma advogada.
De acordo com a investigação, a advogada seria a mandante do crime e representaria um cliente que já estava preso. A polícia aponta que os dois planejaram o assassinato do promotor juntos por dois motivos:
- o cliente da advogada estaria se sentindo perseguido pelo promotor;
- a própria advogada teria um atrito com Franz devido a uma ação do Ministério Público (MP), e 2018, envolvendo ela.
Ainda de acordo com a polícia, os três suspeitos identificados são a advogada presa preventivamente; o cliente que já está preso em uma penitenciária e foi alvo de mandado de prisão preventiva; e o homem apontado como o atirador, que foi detido temporariamente.
Além das prisões, também foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em locais ligados aos suspeitos em Teutônia.
Promotor é baleado em Teutônia (RS)
Um promotor de Justiça foi baleado na cidade de Teutônia, a 108 km de Porto Alegre, quando chegava em casa depois de uma partida de futebol na noite de quinta-feira (17). Ele não corre risco de morte.
De acordo com a Brigada Militar, o crime ocorreu por volta das 21h. Câmeras de segurança da residência de Franz registraram a ação do autor da tentativa de assassinato.
Nas imagens, é possível ver que o homem se esconde em um matagal enquanto aguarda a chegada do promotor. Algum tempo depois, quando a vítima se aproxima de carro do portão da casa, ele sai do esconderijo e efetua vários disparos de arma de fogo contra o veículo.
A gravação mostra ainda que o criminoso usava uma balaclava para esconder o rosto e não ser reconhecido. Conforme testemunhas, após cometer o crime, ele fugiu de motocicleta.
O promotor foi atingido no abdômen e conseguiu entrar em casa para pedir ajuda à esposa. Ele foi levado a um hospital de Estrela, cidade vizinha, por policiais acionados para o local que preferiram não aguardar a chegada de uma ambulância.
Na ocasião, a Associação do Ministério Público do RS afirmou que esse tipo de crime não será naturalizado no Rio Grande do Sul.
“Nesta luta diária, um ato contra um membro do Ministério Público do Rio Grande do Sul atenta contra todos os gaúchos e contra o Estado de Direito. Um atentado contra quem assume a linha de frente no combate à criminalidade não pode e não será naturalizado. Terá uma resposta pronta e enérgica das forças de segurança.
O Promotor de Justiça segue em atendimento, sob cuidados médicos, sem risco de morte. A sociedade gaúcha, contudo, sofreu um duro golpe e precisa estar atenta. Não há alternativa senão a da aplicação firme da lei e todas as autoridades estão trabalhando para a pronta elucidação dos fatos”, diz um trecho do comunicado.
