O suspeito de matar a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, em Cuiabá, no Mato Grosso (MT), é um ex-policial militar expulso da corporação após ter sido acusado de roubar um posto de combustível em 2013. O crime ocorreu entre a noite de sábado (12) e a manhã de domingo (13).
Almir Monteiro dos Reis, de 49 anos, foi preso em flagrante por feminicídio. Ele negou o crime e, quando era conduzido para dentro da delegacia, declarou aos repórteres que ela morreu devido a um acidente. “Foi um acidente. Não fui eu não. Ela caiu e bateu a cabeça. Não asfixiei ninguém não”, disse o suspeito.
Em depoimento, ele admitiu que dormiu com a vítima e voltou a afirmar que não assassinou a advogada. No entanto, entrou em contradição ao tentar explicar o que aconteceu depois que eles chegaram na casa dele.
O delegado responsável pelo caso, Marcel Gomes de Oliveira contesta a versão do ex-policial. Em entrevista, ele afirmou que todas as perícias realizadas descartam “por completo qualquer situação do tipo acidente. A gente está realmente diante de uma nítida situação de crime de feminicídio”.
Advogada é morta em Cuiabá
De acordo com a Polícia Civil, Cristiane passou a tarde de sábado em um churrasco com a família e amigos. Por volta das 22h, ela foi de carro para um bar nas proximidades da Arena Pantanal onde conheceu o suspeito. Algum tempo depois, às 23h30, os dois saíram juntos do local.
No domingo, preocupados por não conseguirem contato com a advogada e pelo fato dela não ter dormido em casa, familiares tiveram acesso a um aplicativo de rastreamento que apontou que o celular de Cristiane estava no Parque das Águas.
Com a localização, o irmão da vítima foi até o local e encontrou a advogada morta em Cuiabá no banco de passageiros do seu próprio carro. Ele chegou a levá-la para um hospital, mas os médicos só puderam constatar o óbito.
Durante a investigação, a polícia chegou até a residência do ex-policial e, por meio de câmeras de segurança, comprovou que ele saiu de casa dirigindo o carro da vítima na manhã de domingo.
Ainda conforme o delegado, a advogada foi espancada e asfixiada até a morte.
O caso segue em investigação.
No último sábado (12), o advogado Charlesman da Costa Silvano, de 37 anos, morto a tiros em Alexânia, em Goiás. O autor do assassinato, que não teve o nome divulgado, era cliente da vítima e cometeu o crime após descobrir que sua esposa e o advogado tiveram um envolvimento amoroso.
