A família de um bebê afirma que ele teve a cabeça arrancada durante o parto em um hospital de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Segundo eles, a instituição de saúde entregou a criança morta para os parentes, com uma “costura em todo o pescoço”. O caso foi denunciado à imprensa e para a polícia.
De acordo com a denúncia, Ranielly Coelho, de 34 anos, foi internada no dia 24 de abril com 28 semanas de gestação e, devido a um quadro de pressão alta, os médicos optaram por induzir o parto nos próximos dias.
Já na madrugada do dia 1º de maio, ela entrou em trabalho de parto e, na ocasião, o pai da criança foi chamado pela obstetra responsável. O homem conta que chegou a ver a filha piscando e movendo a boca, mas logo foi retirado da sala.
Em entrevista para o jornal ‘O Tempo’, Aryane Santos, de 32 anos, tia da bebê, afirmou que a médica puxou a cabeça da neném, ela saiu, espirrou sangue e a equipe “tentou esconder”. Ela ainda disse que eles só conseguiram retirar o corpo da criança de dentro da mãe quebrando seus ombros.
Ainda segundo o relato de Aryane, a equipe médica afirmou que a criança não resistiu e que era para a família se despedir. Na ocasião, a menina foi entregue aos familiares enrolada e vestindo uma touca. Além disso, a orientação era para que eles não retirassem a roupinha.
“Nós só ficamos sabendo mesmo que a cabeça tinha sido arrancada quando minha mãe abriu a roupinha. […] Minha mãe teimou, e, então, viu a costura em todo o pescoço”, contou a mulher ao jornal ‘O Tempo’.
A irmã da mãe do bebê ainda ressaltou que a equipe médica responsável pela gestante já havia sido avisada de que não era recomendado que ela tivesse parto normal, devido as complicações ocorridas no nascimento de seu primeiro filho, e que o esperado era que a mulher passasse por uma cesárea.
Aryane também denuncia que foi solicitado aos familiares que eles assinassem um documento dizendo que “a necropsia já havia sido realizada no hospital”, que “o corpo da criança já havia sido examinado” e que “o corpo não seria encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML)”.
O caso ocorreu no Hospital das Clínicas (HC) de BH. Em nota, a instituição de saúde lamentou o ocorrido e afirmou que está “empenhando todos os esforços para apuração dos fatos e análise do caso e apoio à família”. Veja o comunicado na íntegra:
“Em relação ao caso citado, o Hospital das Clínicas da UFMG, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), lamenta profundamente o fato e se solidariza com a família neste momento de luto. O HC e a EBSERH estão empenhando todos os esforços para apuração dos fatos e análise do caso e apoio à família”.
O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) declarou, também em nota, que “vai instaurar os procedimentos administrativos necessários à apuração dos fatos” e que todos os processos correm sob sigilo.
A Polícia Civil investiga a denúncia de que bebê teve a cabeça arrancada durante o parto.
