Um brasileiro morreu de catapora no Chile após lutar contra a forma mais grave da doença desde dezembro do ano passado. Agora, a família do personal trainer Raphael Casanova, de 38 anos, tenta trazer seu corpo para o Brasil antes que ele seja enterrado como indigente.
De acordo com familiares de Raphael, eles têm até o dia 23 deste mês para retirar o corpo do hospital onde ele morreu. Após essa data, ele será sepultado pelo país estrangeiro.
Os parentes também explicam que a instituição de saúde não permite a retirada do corpo sem um representante legal. A hipótese de um deles viajar para o Chile chegou a ser levantada, mas os custos ficaram ainda mais caros. Por isso, a melhor solução é contratar uma funerária para realizar o translado do corpo.
No entanto, ainda assim, o valor é muito alto e eles não têm como pagar. Por esse motivo, a família do brasileiro que morreu de catapora no Chile criou uma vaquinha online com objetivo de conseguir ajuda financeira para pagar pelo serviço da funerária. O valor a ser pago é de R$ 25 mil.
Brasileiro morre de catapora no Chile
O personal trainer esteve com a família em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em agosto de 2022, e em setembro voltou ao Chile, onde vivia há seis anos. Já no fim de dezembro, ele começou a apresentar as primeiras lesões na pele e chegou a achar que tivesse contraído a varíola dos macacos.
Vale destacar que o brasileiro que morreu de catapora no Chile contraiu a doença na fase adulta, quando ela costuma apresentar sintomas mais intensos e pode ser fatal, principalmente, quando o tratamento não é feito da forma correta e o organismo da pessoa está muito debilitado.
Ainda conforme os parentes, na ocasião, Raphael procurou ajuda médica em um hospital do país, foi diagnosticado com catapora e orientado a realizar o tratamento em casa, isolado. No mês de janeiro, ele então ficou em casa e tomou a medicação indicada.
Após as lesões desaparecerem e ele se sentir melhor, o brasileiro voltou a suas atividades normais e, inclusive, participou de um campeonato de fisiculturismo.
Porém, entre o final de março e o início de abril, Raphael voltou a se sentir mal. Ele retornou ao hospital e foi diagnosticado com uma virose comum e, mais uma vez, foi orientado a voltar para casa.
Os familiares explicam que, a partir daí, o estado de saúde de Raphael continuou piorando até que ele desmaiou no meio da rua. Nesse dia, ele foi levado ao hospital por pessoas que estavam na rua e exames mostraram que o vírus da catapora continuava agindo no seu organismo.
Novamente, ele voltou para casa após ser dispensado pelos médicos e só foi internado dias depois, depois de ser levado a uma instituição de saúde por um amigo. Na ocasião, os médicos descobriram que a doença já havia afetado órgãos como os rins e o cérebro.
