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Brasileiro preso com carne humana tentava fugir para MG

Begoleã Fernandes, de 26 anos, é natural de Matipó, na Zona da Mata; ele foi detido antes de embarcar para o Brasil

Por Caroline Berticelli

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O brasileiro preso com carne humana em um aeroporto de Lisboa, em Portugal, tentava fugir para Minas Gerais. A informação foi confirmada pela mãe de Begoleã Fernandes, de 26 anos, em entrevista ao canal de televisão português SIC. 

De acordo com Paula Pimentel, que vive em Minas Gerais, ao conversar com o filho por telefone, ela aconselhou que Begoleã voltasse rapidamente para o Brasil e contratasse um advogado. No entanto, ele acabou detido na noite desta segunda-feira (27), antes de embarcar. 

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A mãe do brasileiro preso com carne humana ainda confirmou a versão dada pelo filho sobre o assassinato do também brasileiro Alan Lopes, de 26 anos. Segundo Begoleã, ele agiu legítima defesa quando Alan tentou assassiná-lo, depois de lhe oferecer carne humana para o jantar e lhe mostrar vídeos sobre canibalismo.

Conforme o jornal português Correio da Manhã, a carne encontrada na mala de mão do brasileiro já foi analisada no Instituto de Medicina Legal de Lisboa. O laudo mostrou que se trata realmente de carne humana, mas que não pertence a Alan Lopes. 

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Begoleã, que é natural de Matipó, na Zona da Mata mineira, foi detido em Portugal após as autoridades desconfiarem da veracidade dos documentos apresentados no aeroporto.

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), ele tentava embarcar com destino a Belo Horizonte e portava cartão de identidade italiano falso, além de outros documentos em nome de terceiros. 

Na sequência, quando a polícia portuguesa entrou em contato com as autoridades da Holanda, onde o brasileiro residia, foi informada de que ele era procurado pelo homicídio de Alan, cometido na noite do último domingo (26), no norte de Amsterdã.

De acordo com o jornal ‘O Globo’, Begoleã e Alan eram amigos e o mineiro era visita frequente na casa da vítima, que vivia com a mãe e a irmã Kamila, e trabalhava em um açougue. As familiares estavam em uma viagem pela França quando o crime aconteceu. 

A irmã de Alan conversou com o ‘O Globo’ e afirmou que nas últimas semanas o brasileiro preso com carne humana apresentava um discurso desconexo e paranoico. 

“Está confuso para todos nós essa história de canibalismo. Ainda mais vindo do meu irmão, não tem lógica. Essa pessoa (Begoleã) é amigo de dois, três anos, do meu irmão. Meu irmão abrigava ele, já que ele não tinha casa, moradia. Meu irmão ajudava muito ele. E, infelizmente foi assim que ele retribuiu”, disse Kamila. 

Ela ainda ressaltou que Alan costumava doar roupas e emprestar dinheiro para Begoleã. Segundo o SEF, ao ser preso, o brasileiro chegou a citar que Alan teria tentado cobrar uma dívida, mas logo começou a falar sobre o “canibalismo”. 

“Ele fala que meu irmão matava as pessoas e levava para o açougue, onde meu irmão trabalhava. Isso é uma loucura. Meu irmão não tinha acesso nenhum ao açougue fora do horário de trabalho”, completou ainda. 

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