As buscas pelos três jovens desaparecidos em Sooretama, no Norte do Espírito Santo, foram suspensas no domingo (27). Kauã Loureiro Corrêa, de 15 anos, Carlos Henrique Nascimento, de 15, e Wellington Gomes Simon, de 14, são amigos de infância e sumiram após saírem de casa no bairro Sayonara, no dia 18 de agosto .
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o protocolo internacional de buscas prevê 96 horas de trabalhos, mas no caso dos adolescentes desaparecidos em Sooretama, as buscas ultrapassaram o protocolo e duraram 120 horas.
Uma força-tarefa, que contou com a participação das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado da Segurança Pública, foi montada para o trabalho.
O próprio secretário de Estado, coronel Alexandre Ramalho, foi até Sooretama para coordenar as equipes e uma sala de situação foi instalada na prefeitura, mas nada foi descoberto.
Ainda conforme a Sesp, a sala de situação foi desmontada no domingo (27), mas as equipes irão continuar de prontidão para o caso de surgirem novas informações, assim como o caso dos jovens desaparecidos em Sooretama continuará sendo investigado pela Polícia Civil.
O sumiço dos garotos permanece um mistério. No último final de semana, um caminhão do Corpo de Bombeiros com alto-falantes chegou a ser usado para pedir que a população faça denúncias.
Conforme a polícia, na quarta-feira (23), um carro suspeito foi apreendido e nele foram encontradas manchas de sangue humano. Familiares dos três garotos forneceram amostras de sangue para exames de DNA, mas os resultados só ficarão prontos daqui alguns dias.
Jovens desaparecidos em Sooretama
De acordo com os familiares dos jovens desaparecidos em Sooretama, os três amigos vivem na mesma rua e saíram de casa juntos, na sexta-feira (18), depois de dois tiroteios entre traficantes.
Em entrevista, o irmão de Wellington contou que os adolescentes decidiram ir até o bairro Areal, vizinho ao bairro Sayonara, por curiosidade para ver o que havia ocorrido e nunca mais foram vistos.
“Teve uma troca de tiros na rua de casa. Até então, não acertou ninguém. Depois recebemos a notícia que teve outra troca de tiros [no bairro Areal]. Falei com minha mãe que ia passar lá para ver o que tinha acontecido. Meu irmão e os dois meninos foram também e depois eles voltaram juntos”, contou o rapaz à TV Vitória/Record TV.
Ainda na noite de sexta-feira, a mãe de Wellington ligou para o celular do garoto e alguém atendeu a ligação, mas não falou nada.
A Polícia Civil confirmou que nenhum dos meninos têm envolvimento com tráfico de drogas ou é usuário de algum tipo de substância.
Segundo o delegado Eudson Ferreira Bento, nenhuma linha de investigação foi descartada.
“Pode ser questões de briga de tráfico, embora eles não tenham envolvimento. Pode ser questões relacionadas à disputa de ponto de droga, pode ser que eles tenham sido reconhecidos como moradores de outro bairro, assim como pode ser sequestro. Nenhuma hipótese foi descartada”, disse ao G1.
