Um caseiro foi preso pelo assassinato do proprietário da fazenda em que trabalhava na cidade de João Pinheiro, em Minas Gerais (MG), na última segunda-feira (20). As informações foram divulgadas em uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (22). Fernando Lubito, de 32 anos, estava desaparecido desde o dia 13 de fevereiro.
De acordo com a Polícia Civil, o corpo da vítima foi localizado no domingo (19), enterrado próximo a fazenda. Fernando apresentava diversos ferimentos pelo corpo, entre eles, perfurações por faca e dentes quebrados. Uma espingarda rachada também foi encontrada próxima ao cadáver.
Durante a investigação, testemunhas afirmaram que na última vez em que o fazendeiro foi visto, ele estava na propriedade rural com o caseiro identificado como Joaquim Vaz Mendes, de 63 anos.
O delegado Danniel Pedro, responsável pelo caso, explicou que o homem trabalhava na fazenda como caseiro há apenas dois meses e que durante as buscas pela vítima atrapalhou a investigação de diversas formas.
“Ele omitiu diversas informações, inclusive a respeito de um desentendimento que teve com a vítima no dia dos fatos. Também tentou ludibriar as equipes de busca indicando locais falsos, em sentido oposto de onde o corpo foi encontrado, com o intuito de dificultar a ação da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros”, disse Pedro.
O desentendimento entre a vítima e o caseiro foi confirmado por testemunhas. No entanto, Mendes nega que tenha tido uma desavença com o patrão e também o assassinato.
“O local onde encontramos o corpo fica a 2 km da fazenda, totalmente oposto de onde o caseiro indicava. Totalmente inóspito, super difícil de achar. Mas graças a ajuda do Consep, do pessoal dos Legendários, do Corpo de Bombeiros, amigos e fazendeiros, conseguimos localizar”, continuou o delegado.
A polícia aguarda os resultados dos exames que irão revelar a causa da morte de Fernando Lubito, mas acredita que ele tenha sido assassinado por coronhadas ou facadas.
Ainda segundo o delegado, o caseiro possui antecedentes criminais por tentativa de homicídio, mas alega que o caso se tratou de legítima defesa.
