A Polícia Civil concluiu o inquérito do caso cigana Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, morta em Guaratinga, na Bahia, no dia 6 de julho. Segundo o inquérito, a vítima morreu em decorrência de um tiro acidental disparado pelo cunhado de 9 anos durante uma brincadeira.
O coordenador da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior /Eunápolis, Paulo Henrique de Oliveira, explicou que os dois estavam brincando no quarto da jovem quando ocorreu o disparo. “Finja que você vai me assaltar e como você faria’. O menor, no manusear da arma, que estava carregada, pressionou o gatilho, ocorrendo o disparo”.
De acordo com o delegado Robson Andrade, além dos testemunhos, inclusive do próprio menor de idade, a autoria do disparo também foi comprovada pela perícia e outros fatores analisados durante a investigação.
“Além de oitivas com testemunhas no local, analisamos imagens das câmeras de segurança do local e, logo após o disparo, o cunhado de 9 anos sai da casa com as mãos na cabeça e diz: ‘Pai, eu matei Hyara! Isso é observado pelas câmeras e confirmado por testemunhas”, disse Andrade.
Também segundo divulgado pela polícia, as câmeras também registraram o momento em que o menino – abalado por ter feito o disparo – chega a pedir para ser morto e a correria para prestar socorro à vítima.
Ainda conforme o delegado, no momento do disparo, o marido da cigana Hyara Flor, um adolescente também de 16 anos, estava em outro cômodo do imóvel.
A pistola pertencia a sogra da jovem. A mulher foi indiciada por homicídio culposo e porte ilegal de arma de fogo.
Quanto ao motivo da fuga, o delegado Oliveira informou que dois disparos de arma de fogo foram efetuados contra a residência dos familiares do marido da cigana Hyara, depois do acidente, e com medo eles decidiram abandonar a cidade.
Anteriormente, o sogro de Hyara, Júnior Silva Alves, já havia publicado um vídeo nas redes sociais e revelado que a nora morreu devido a um disparo acidental feito pelo irmão mais novo do marido da jovem.
“O QUE ACONTECEU FOI QUE MEU FILHO, CUNHADO DE HYARA, BRINCANDO COM A ARMA FEZ UM DISPARO ACIDENTAL. NÃO É DO JEITO QUE ELE ESTÁ FALANDO NÃO. EU AMO A MINHA NORA HYARA, É COMO UMA FILHA MINHA. ELES ESTÃO ME JULGANDO PELO LADO ERRADO”, DISSE JÚNIOR SILVA ALVES, CONHECIDO COMO ‘AMORIM’.
Hyara foi baleada a no rosto dentro da casa em que vivia com o esposo, com quem estava casada há pouco mais de dois meses, anexa ao imóvel dos sogros. Ela chegou a ser levada para um hospital, mas não resistiu.
