Os advogados de Leonardo Silva, de 18 anos, que matou a viúva Nilza Costa Pingoud, de 62 anos, e enterrou o corpo no quintal da casa dela em Barretos, São Paulo, apresentaram um laudo médico atestando que o cliente sofre de “insanidade mental”. A informação é do G1.
Segundo a matéria, o documento foi assinado pelo psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro e por uma equipe de psicólogos contratados pela defesa do acusado.
“[O crime] foi cometido mediante violência à vítima, com frieza e crueldade, provocando sua morte para fins de subtração de bens”, diz um trecho da denúncia, feita pelo promotor de Justiça Wilson Rogério de Souza.
O julgamento de Leonardo está marcado para o dia 15 de dezembro deste ano. Ele está preso preventivamente desde o dia 3 de agosto.
Relembre o Caso Nilza
Um investigador foi até casa de Nilza depois que vizinhos registraram um boletim de ocorrência informando que a residência da vítima estava trancada há dias, que ela não era vista há quase uma semana e não respondia a telefonemas e mensagens desde então.
Ao chegar no imóvel, o policial logo percebeu que a terra do quintal estava revirada e, ao mexer no local, encontrou o corpo da viúva desaparecida enterrado no jardim.
Na ocasião, os vizinhos relataram terem visto um homem desconhecido estava em frente à casa de Nilza cerca de uma semana antes do cadáver ser localizado. Posteriormente, esse suspeito foi identificado como sendo Leandro.
De acordo com a Polícia Civil, Nilza abrigou Leonardo e o deixou morar nos fundos da casa dela por alguns dias depois que ele se apresentou como travesti. Em determinado momento, no entanto, os dois se desentenderam e a vítima pediu que ele fosse embora.
Em depoimento, Leonardo afirmou que matou a vítima como forma de vingança porque havia deixado seu emprego para trabalhar com serviços domésticos na casa de Nilza. Porém, segundo ele, o combinado foi desfeito porque a mulher alegou que ele não tinha compromisso, o que o deixou sem ter onde morar e sem emprego.
No dia do crime, 24 de julho, o assassino confesso pulou o muro da casa da viúva e ficou escondido no quarto dos fundos até amanhecer, quando surpreendeu Nilza e a matou asfixiada com um fio.
Depois do assassinato, ele realizou diversas compras com o dinheiro da aposentada, entre elas, a de uma motocicleta 0 km e o aluguel de um apartamento com pagamento adiantado. As movimentações financeiras foram superiores a R$ 50 mil e a suspeita é que ele tenha aproveitado o celular de Nilza para cometer os crimes financeiros.
Ao ser preso, Leandro debochou da polícia, afirmou não ter se arrependido, mandou beijos, sorriu e até dançou em frente à delegacia.
“Matei, gente […], por diversão também. Estava [com raiva], por muitas coisas, gente. Minha vida é uma série. […] Eu vou matar e vou me arrepender depois? Então, não adiantava eu matar. Que bandido é esse? Valeu [a pena]”, disse Leonardo na porta da delegacia.
